Na quarta-feira, 29 de abril de 2026, a Iochpe-Maxion (MYPK3) divulgou que registrou lucro líquido de R$ 3,9 mi no primeiro trimestre de 2026, queda de 64% em relação ao 1T25, quando havia lucrado R$ 10,9 mi. A receita operacional líquida somou R$ 3,807 bi no 1T26, recuo de 3,3% na comparação anual.
O lucro bruto atingiu R$ 441,5 mi no 1T26, com margem bruta de 11,6%, ligeiramente acima dos 11,3% de um ano antes. O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 357 mi, alta de 0,8% sobre o 1T25, elevando a margem EBITDA de 9% para 9,4%. Segundo a companhia, a queda de receita reflete menor demanda por veículos comerciais na América do Norte e no Brasil e impacto cambial, parcialmente compensados por melhor desempenho em veículos leves no Brasil e na Ásia.
O resultado financeiro foi negativo em R$ 146,3 mi no 1T26, aumento de 4,5% frente ao 1T25, influenciado pela elevação das taxas de juros. Os investimentos somaram R$ 111,7 mi, 10,8% acima do mesmo período do ano anterior, concentrados em projetos na Europa e no Brasil voltados a manutenção, eficiência operacional, automação, melhoria de processos e novos negócios.
A Iochpe-Maxion encerrou março de 2026 com caixa e equivalentes de R$ 1,866 bi e endividamento bruto de R$ 5,708 bi, dos quais 4,9% no curto prazo. A dívida líquida consolidada ficou em R$ 3,719 bi, o que representa 2,49 vezes o EBITDA dos últimos 12 meses, acima das 2,34 vezes do 1T25 e abaixo das 2,65 vezes do 4T25.
O patrimônio líquido consolidado totalizou R$ 4,57 bi em 31 de março de 2026, com valor patrimonial de R$ 29,73 por ação. As ações ordinárias da companhia, negociadas na B3 sob o ticker MYPK3, fecharam o 1T26 cotadas a R$ 9,14, queda de 9,4% no trimestre e de 21,5% em 12 meses, resultando em capitalização de mercado de R$ 1,405 bi.








