A Suzano (SUZB3) divulgou nesta quarta-feira, 29 de abril de 2026, que registrou EBITDA ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 4,58 bi no primeiro trimestre de 2026, queda de 6% em relação ao 1T25. No mesmo período, o lucro líquido somou R$ 4,31 bi e a receita líquida alcançou R$ 10,97 bi, recuo de 5% na comparação anual, influenciado principalmente pela valorização do real frente ao dólar.

As vendas de celulose atingiram 2,835 mi t, alta de 7% sobre o 1T25, enquanto o volume de papel foi de 378 mil t, queda de 3% na mesma base de comparação. O preço médio líquido de celulose no mercado externo foi de US$ 562/t, 1% acima do 1T25, e o preço médio líquido de papel ficou em R$ 6.933/t, redução de 8%.

No segmento de celulose, o EBITDA ajustado foi de R$ 4,06 bi, 5% menor que um ano antes, com EBITDA ajustado por tonelada de R$ 1.431/t, queda de 11%. No papel, o EBITDA ajustado totalizou R$ 524 mi, recuo de 14% na comparação anual, com R$ 1.385/t, redução de 12%.

A geração de caixa operacional consolidada foi de R$ 2,52 bi no 1T26, 4% abaixo do 1T25. A alavancagem medida pela relação dívida líquida/EBITDA ajustado ficou em 3,3x em dólar e 3,2x em real, enquanto o FCF Yield (rendimento de fluxo de caixa livre) em 12 meses foi de 13,6% e o ROIC (Return on Invested Capital, retorno sobre o capital investido) atingiu 10,1%.

Segundo a companhia, o resultado foi impactado pela apreciação cambial, apesar do desempenho operacional considerado "sólido" e de preços mais elevados de celulose. No período, a Suzano também informou que o rating ESG atribuído pela MSCI foi elevado para BBB.

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