A semana entre 13 e 17 de julho foi marcada por mudanças de governança e captações relevantes. A Vale (VALE3) anunciou um novo presidente para o conselho de administração e também informou que não investirá na mina de Corumbá, ajustando seu portfólio de ativos. No setor elétrico, a Engie Brasil (EGIE3) concluiu uma oferta de ações que levantou R$ 8,4 bi, enquanto a Eneva (ENEV3) divulgou geração bruta de 2.537 GWh no 2T26 e a ISA Energia (ISAE3, ISAE4) registrou oferta de até 44,4 mi de ações preferenciais (PN). A Axia Energia (AXIA3) aprovou a emissão de debêntures de R$ 500 mi e concluiu a venda de 49% em sociedades de propósito específico (SPEs) por R$ 451,4 mi, reforçando sua estrutura de financiamento.

Entre as empresas de construção e incorporação, a Cyrela (CYRE3) registrou lançamentos de R$ 3,8 bi no 2T26, a EZTEC (EZTC3) somou R$ 1,7 bi em lançamentos no 1S26 e a Lavvi (LAVV3) alcançou R$ 875 mi em vendas no 2T26. Plano&Plano (PLPL3) reportou valor geral de vendas (VGV) de lançamentos de R$ 826 mi, Helbor (HBOR3) anotou vendas de R$ 338,5 mi e Even (EVEN3) divulgou lançamentos de R$ 677 mi no 2T26, enquanto a Melnick (MELK3) registrou vendas líquidas de R$ 108 mi no trimestre. O setor também teve movimentos de capital: a CAIXA Asset passou a deter 5% da Helbor (HBOR3) e a LAD Capital alcançou 14% da Gafisa (GFSA3). No mercado de veículos e logística, o Grupo Vamos (VAMO3) registrou receita líquida de R$ 1,6 bi no 2T26 e a Movida (MOVI3) reportou lucro de R$ 135,6 mi no período.

No segmento financeiro e de seguros, a Caixa Seguridade (CXSE3) aprovou o início de um processo para nova parceria em seguros, enquanto o Itaú Unibanco (ITUB4) anunciou um programa de recompra de letras financeiras de R$ 1,4 bi. A B3 (B3SA3) informou alta de 17% no volume de ações negociadas em jun/26, ao mesmo tempo em que a BlackRock passou a deter 10% da B3 (B3SA3) e reduziu sua participação na Usiminas (USIM5) para 5%. O Banco Pine (PINE4) aprovou o cancelamento de 2 mi de ações preferenciais (PN) e a TOTVS (TOTS3) concluiu a recompra de 20 mi de ações próprias. Em seguros e saúde, a Fras-le (FRAS3) aprovou juros sobre capital próprio (JCP, uma forma de remuneração ao acionista similar a dividendos, mas com tratamento fiscal diferente) de R$ 0,251577 por ação para 2026, enquanto a Rede D'Or (RDOR3) finalizou o aporte de imóveis em parceria hospitalar e a Bradsaúde (SAUD3) concluiu a inclusão de ativos em parceria com a própria Rede D'Or.

Outros destaques incluíram a Oncoclínicas (ONCO3), que registrou uma oferta de debêntures de R$ 500 mi e, em paralelo, protocolou pedido de recuperação extrajudicial, com a Josephina III reduzindo participação para 9% na companhia. No setor educacional, a Ânima Educação (ANIM3) anunciou a aquisição da FMU por R$ 410 mi e a abertura de 60 vagas anuais em Medicina na Cruzeiro do Sul (CSED3), ao mesmo tempo em que o investidor Rômulo Castanho atingiu 9% da Ânima. Em bens de consumo e energia, a Camil (CAML3) reportou lucro de R$ 28 mi e EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 210 mi no 1T26, a Energisa (ENGI3) divulgou reajuste médio de 10% nas tarifas da ESS e a Axia Energia (AXIA3) e a Brava Energia (BRAV3) movimentaram suas estruturas, com esta última anunciando a retomada de oferta pública de aquisição (OPA) de controle. A semana ainda teve anúncios de dividendos e JCP de Telefônica Brasil (VIVT3), Iguatemi (IGTI11), Wiz Co (WIZC3) e Bradespar (BRAP4), além de mudanças de gestão e estrutura de capital em Copel (CPLE3), Light (LIGT3), Terra Santa (LAND3), Vittia (VITT3), Orizon (ORVR3) e Neogrid (NGRD3), entre outras.

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