A Energisa (ENGI3) comunicou nesta terça-feira, 14 de julho de 2026, que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou a revisão tarifária periódica de 2026 da distribuidora Energisa Sul Sudeste – Distribuidora de Energia S.A. (ESS), a ser aplicada a partir de 12 de julho de 2026, com efeito médio de 9,63% para os consumidores.
Segundo o comunicado, o reajuste aprovado pela Aneel é de 9,99% para consumidores conectados em alta e média tensão e de 9,49% para consumidores em baixa tensão. No processo de revisão tarifária, realizado a cada cinco anos, a agência recalcula os custos regulatórios gerenciáveis pela distribuidora (Parcela B), os custos não gerenciáveis (Parcela A), que incluem energia comprada, transporte e encargos setoriais, além de ajustes financeiros da Parcela A atualizados pela variação de preços dos 12 meses anteriores.
A Base de Remuneração Regulatória da ESS foi definida em R$ 2.943.336,50 mil na forma bruta e R$ 2.253.189,44 mil na forma líquida. A Aneel também fixou os componentes do chamado Fator X, com ganhos de produtividade (Pd) de 0,531%, trajetória de adequação de custos operacionais (T) de 2,257% e componente de qualidade (Q) de 0,073%.
Em relação às perdas regulatórias, os limites estabelecidos foram de 5,55% para perda técnica sobre a energia injetada, 0,72% para perda não técnica sobre a energia injetada, perda total de 6,27% sobre a energia injetada e 1,32% para perdas não técnicas no mercado de baixa tensão. A receita requerida resultante da revisão, soma da Parcela A com a Parcela B ajustada, foi informada em R$ 2.919.125,35 mil.
Entre os principais componentes da Parcela A estão encargos setoriais de R$ 713.197,87 mil, transporte de energia de R$ 503.975,96 mil, energia comprada de R$ 823.064,27 mil e receitas irrecuperáveis de R$ 17.268,88 mil, totalizando R$ 2.057.506,98 mil. Na Parcela B (VPB), destacam-se custos operacionais de R$ 387.601,50 mil, remuneração do capital de R$ 289.459,60 mil, quota de reintegração regulatória de R$ 123.325,80 mil e custo anual das instalações móveis e imóveis (CAIMI) de R$ 66.466,27 mil, resultando em Parcela B de R$ 866.853,17 mil antes de ajustes e de R$ 861.618,36 mil após aplicação dos fatores de produtividade e qualidade.







