O Grupo Vamos (VAMO3) divulgou nesta quinta-feira, 16 de julho de 2026, a prévia dos resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26), com receita líquida de R$ 1,6 bi, o equivalente a R$ 1.554,1 mi, crescimento de 10,1% em relação ao 2T25. No acumulado do primeiro semestre de 2026, a receita líquida atingiu R$ 3.174,4 mi, ante R$ 2.743,7 mi no mesmo período de 2025, alta de 15,7%.
No 2T26, a receita de locação somou R$ 1.076,8 mi, avanço de 7,5% frente ao 2T25, enquanto a receita com venda de ativos foi de R$ 365 mi, aumento de 12,6% na mesma comparação. A divisão industrial registrou receita de R$ 112,3 mi, 30,4% acima do 2T25. As vendas de ativos seminovos totalizaram R$ 358,7 mi, crescimento de 10,6% ano a ano, e a linha de venda de ativos pelo CPC‑06 (norma contábil de arrendamento) contribuiu com R$ 6,2 mi.
A companhia informou que a receita de locação foi considerada "recorde", impulsionada por capex contratado de R$ 1.554,2 mi no 2T26, alta de 59,6% em relação ao 2T25, com demanda vinda de diversos setores da economia, em especial do comércio eletrônico. O capex implantado alcançou R$ 975 mi no trimestre, 4,7% acima do 2T25, refletindo em boa parte o capex contratado no 1T26 e com expectativa de aceleração nos próximos meses devido ao volume contratado no 2T26.
No produto Sempre Novo, voltado à locação de ativos usados, o capex contratado foi de R$ 179,5 mi no 2T26, crescimento de 51,6% ante o 2T25, e o capex implantado atingiu R$ 160,3 mi, alta de 67,8% na mesma base. A empresa destacou que a demanda crescente por esse produto tem reduzido os estoques de ativos disponíveis para venda e tornado o mix de ativos em estoque mais alinhado à demanda. A taxa de ocupação da frota atingiu 88,6% no trimestre, o maior patamar desde 2020, apoiada na expansão da frota alugada, aumento das vendas de seminovos e desaceleração das retomadas de ativos.
O Grupo Vamos informou ainda que a margem EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da locação cresceu em relação ao 2T25 e ao 1T26, apoiada em ganhos de alavancagem operacional, controle de custos e despesas e redução da inadimplência. Retomadas e devoluções antecipadas somaram R$ 189,4 mi no 2T26, queda de 48,1% em comparação ao 2T25 e de 32,8% frente ao 1T26, representando 4,1% da média do imobilizado bruto de frota no período. A companhia reiterou sua projeção para o ano de 2026.







