Na quarta-feira, 15 de julho de 2026, a Paranapanema (PMAM3) divulgou que registrou no quarto trimestre de 2025 (4T25) EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) negativo de R$ 130 milhões, valor 40% inferior ao do mesmo período de 2024, influenciado pela ausência de vendas de cobre na unidade de Dias d’Ávila, na Bahia. A receita líquida do 4T25 somou R$ 116 milhões, queda de 11% na comparação anual.
No acumulado de 2025, a receita líquida totalizou R$ 562 milhões, 22% acima do resultado de 2024, reflexo do uso de estratégias de mix de produtos e do crescimento das vendas na modalidade Integral. No mesmo período, o EBITDA foi negativo em R$ 514 milhões, incluindo perda de R$ 245 milhões por redução ao valor recuperável de ativos registrada no terceiro trimestre devido à hibernação de uma das unidades; desconsiderando esse efeito, o EBITDA anual foi negativo em R$ 269 milhões, melhor que em 2024.
O volume de vendas da companhia alcançou 7.506 toneladas no 4T25, redução de 25% frente ao 4T24, em função da decisão de hibernar temporariamente a unidade Caraíba. Na comparação anual com 2024, houve aumento de 7% no volume, ligado ao período em que todas as unidades estiveram em operação, enquanto a unidade Eluma apresentou desempenho abaixo do ano anterior, impactada por reflexos atípicos do mercado.
Os custos fixos do 4T25 ficaram 33% abaixo dos observados no 4T24, principalmente pelo redimensionamento da estrutura de custos da unidade de Dias d’Ávila. No acumulado de 2025, os custos fixos foram 6% menores que em 2024, resultado de ganhos de eficiência operacional. No mesmo trimestre, a companhia registrou fluxo de caixa operacional positivo de R$ 10 milhões, atribuído ao ajuste do mix de vendas, ao controle de custos e a negociações com fornecedores, embora o aumento de estoques e o pagamento de compromissos tributários tenham reduzido a geração ao longo dos trimestres.
Em relação à reestruturação financeira, o conselho de administração aprovou a 8ª emissão de debêntures conversíveis em ações para colocação privada, a abertura da 7ª janela de pedidos de conversão de créditos em ações e o aumento do capital social mediante emissão de novas ações ordinárias. No âmbito da recuperação judicial, o plano prevê retomada das operações, concessão de prazos e condições especiais para pagamento de créditos, venda parcial de ativos do grupo e obtenção de novos financiamentos. No balanço do 4T25, R$ 2.140,5 milhões em dívidas renegociadas permanecem classificados no curto prazo após reclassificação feita a partir do 4T22, mantendo 99% do endividamento com vencimento de curto prazo, enquanto a companhia segue negociando novas condições com os credores.







