A semana entre 1 e 5 de junho trouxe decisões relevantes em energia, saneamento e varejo. A Raízen (RAIZ4) anunciou a venda de suas operações na Argentina por US$ 1,42 bi e convocou assembleias para deliberar sobre plano de recuperação, enquanto a Equatorial (EQTL3) apresentou oferta para investir R$ 49,03 por ação da Copasa (CSMG3), em paralelo ao anúncio do Estado de Minas Gerais de oferta de 171 mi de ações da companhia e aos esclarecimentos da Copasa à CVM sobre essa operação. No campo de governança societária, a Neogrid (NGRD3) teve a Dalpe atingindo 88% de participação após oferta pública de aquisição (OPA), concluiu a OPA para aquisição de 54% do capital e iniciou o processo de cancelamento de registro, com a YAFO mantendo fatia de 31% após a OPA unificada.

Entre movimentos de portfolio e crescimento, a Azevedo & Travassos (AZEV3, AZEV4) anunciou a venda de 10% da Rota Verde e depois aprovou aumento de capital de R$ 113,2 mi, enquanto o Grupo Mateus (GMAT3) divulgou plano de abertura de 10 novas lojas de varejo em 2026. A Axia Energia (AXIA3) registrou rating BB estável pela S&P e concluiu a compra da UHE Três Irmãos por R$ 256 mi, e a Triunfo (TPIS3) finalizou a venda de sua participação indireta na Tijoá. No setor imobiliário-logístico, a Multiplan (MULT3) anunciou expansão de R$ 30 mi no BH Shopping, a Log Commercial Properties (LOGG3) teve a FMR LLC atingindo 5% de participação e aprovou dividendos de R$ 2,86 por ação, e a Auren Energia (AURE3) concluiu a primeira fase de sua reorganização societária.

O período também foi marcado por dados operacionais e reestruturações. A Brava Energia (BRAV3) informou produção de 80.920 boe/d em maio, com Goldman Sachs alcançando 6% de participação enquanto o Bradesco reduziu sua fatia para 3%, e a PRIO (PRIO3) divulgou produção diária de 164,8 mil boepd em maio. A Taesa (TAEE11) registrou nova Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 44,5 mi com a energização de ativos, a Engie Brasil (EGIE3) aprovou a incorporação da CEJA e a Cemig (CMIG4) concluiu compra de 11 usinas solares por R$ 155 mi. A Irani (RANI3) divulgou relatório da Moody’s sobre seu novo ciclo de investimentos, enquanto a Axia Energia (AXIA3) reforçou sua posição com a transação da hidrelétrica. Na Petrobras (PETR4), o conselho aprovou adesão a uma nova subvenção ao diesel.

Houve ainda intensa movimentação acionária e mudanças de gestão. A Totvs (TOTS3) teve alterações sucessivas em seu quadro de investidores, com Morgan Stanley atingindo 2,6% e depois 5% de participação, BlackRock reduzindo sua fatia para 4% e a Westwood chegando a 6%; já a Off the Chain reduziu participação para 5% na OranjeBTC (OBTC3), LarrainVial caiu para 4,7% na Moura Dubeux (MDNE3), o Alaska chegou a 10% no Assaí (ASAI3), o Kapitalo atingiu 5,12% da Usiminas (USIM3) e a BlackRock passou a deter 5% das ações preferenciais da Usiminas (USIM5). A Perea Capital adquiriu 15% da Viveo (VVEO3), o CPPIB ficou com 4,94% da Ultrapar (UGPA3) e a Dalpe consolidou o controle da Neogrid (NGRD3). Em governança, o Rede Mater Dei (MATD3) aprovou recompra de até 9,3 mi de ações, a Yduqs (YDUQ3) concluiu recompra de R$ 100 mi, a Sequoia (SEQL3) registrou aumento de capital de R$ 2,4 mi, a CPFL Energia (CPFE3) anunciou o pagamento da segunda parcela de dividendos e a Vamos (VAMO3), MRV (MRVE3) e Lojas Renner (LREN3) comunicaram renúncias e mudanças em diretoria e conselho, com a MRV ainda reportando 3,7 mil unidades produzidas em maio de 2026. No setor químico, o Shine I FIP ajustou o acordo de controle da Braskem (BRKM5), enquanto a Bradespar (BRAP4) registrou desconto de 37% sobre o valor de seus ativos.

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