O Grupo Energisa (ENGI11) registrou consumo consolidado de energia elétrica de 22.018 GWh no primeiro semestre de 2026, alta de 4,0% em relação ao mesmo período do ano anterior, considerando mercados cativo e livre em todas as concessões. O resultado foi influenciado principalmente pelas classes residencial, industrial e comercial, com impacto do crescimento vegetativo, entrada de novas cargas, expansão do emprego e da renda, condições climáticas favoráveis nas concessões do Norte, calendário de leitura e desempenho da cadeia de alimentos e minerais.

No segundo trimestre de 2026, o mercado total de energia do grupo somou 10.983 GWh, crescimento de 4,5% frente ao 2T25, puxado pelas classes residencial, comercial e industrial. A classe residencial refletiu expansão do mercado, aumento de renda, aquecimento do mercado de trabalho, temperaturas mais elevadas em parte das concessões e efeito positivo do calendário de leitura em alguns meses. A classe comercial avançou com destaque para varejo, atacado e saúde, enquanto a industrial se beneficiou de maior consumo de alimentos e minerais.

Em junho de 2026, o consumo consolidado atingiu 3.498 GWh, aumento de 4,3% na comparação anual, impulsionado pelas classes residencial, comercial e industrial. Na residencial, o avanço foi associado à expansão vegetativa, incremento de renda, aquecimento do mercado de trabalho e efeito do calendário de leitura, maior em 8 das 9 distribuidoras; sem esse efeito, o crescimento seria de 2,4%. A classe industrial foi favorecida pelo maior consumo de alimentos e minerais, e a comercial pelos segmentos varejista, atacadista e de saúde.

Regionalmente, no acumulado de 2026, o consumo nas concessões do Centro-Oeste totalizou 9.044 GWh, alta de 5,2% ante 2025, com destaque para Energisa Mato Grosso (EMT), que cresceu 6,3%, e Energisa Mato Grosso do Sul (EMS), com 3,2%. No Nordeste, o consumo somou 5.099 GWh, avanço de 3,9%, puxado por Energisa Sergipe (ESE), com 4,3%, e Energisa Paraíba (EPB), com 3,6%. Na região Norte, o total foi de 4.270 GWh, variação de 3,3%, influenciada por Energisa Rondônia (ERO), Energisa Tocantins (ETO) e Energisa Acre (EAC). No Sul/Sudeste, o consumo chegou a 3.604 GWh, crescimento de 1,9%, com Energisa Minas Rio (EMR) e Energisa Sul-Sudeste (ESS) avançando 2,0% e 1,9%, respectivamente.

No período de 12 meses encerrado no segundo trimestre de 2026, as perdas totais de energia do grupo ficaram em 12,28% da energia injetada, ante 12,04% no 2T25, de acordo com dados preliminares obtidos a partir das bases da ANEEL. As perdas variaram entre as distribuidoras, com EMR em 7,83%, ESS em 6,51%, ESE em 9,75%, EPB em 11,82%, EMT em 14,00%, EMS em 11,94%, ETO em 9,70%, EAC em 14,94% e ERO em 19,89%.

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