A Raízen (RAIZ4) informou que, nesta quarta-feira, 3 de junho de 2026, serão realizadas assembleias gerais de titulares de debêntures (títulos de dívida emitidos por empresas) da própria companhia e da Raízen Energia S.A., além de detentores de certificados de recebíveis do agronegócio (CRA) lastreados em direitos creditórios da Raízen Energia, todos sujeitos ao processo de recuperação extrajudicial. As assembleias têm como objetivo deliberar sobre o Plano de Recuperação Extrajudicial e outros assuntos de competência dos credores.

No contexto da reestruturação financeira, a companhia destaca que foi disponibilizada aos credores uma versão completa do plano, refletindo todos os aspectos materiais, no site de relações com investidores. Os principais termos e condições da proposta de reestruturação em negociação com grupos de credores financeiros constam do material denominado “Material Blowout” e do Anexo I do fato relevante, que sucedem os materiais divulgados em 27 de maio de 2026 e relacionados ao processo de reestruturação financeira da companhia em 2026 e ao Plano de Recuperação Extrajudicial.

Entre as condições apresentadas na documentação, há a opção de pagamento A, que prevê aporte de capital de R$ 3,5 bi pela Shell a R$ 0,25 por ação no fechamento da operação, após o cumprimento das condições precedentes, e potencial aporte adicional de R$ 500 mi por veículo controlado pela Aguassanta Investimentos S.A., além da conversão de 45% da dívida reestruturada em ações a R$ 0,25 por ação e de 55% em novos instrumentos de dívida alocados entre Raízen Combustíveis e Raízen Energia.

O plano também apresenta as opções de pagamento B e C, que envolvem, respectivamente, títulos emitidos pela Raízen Energia com deságio de 80% sobre o valor dos créditos sujeitos à reestruturação e vencimento em 31 de março de 2047, e pagamento em caixa de até 75% dos créditos, limitado a R$ 9.750, com teto agregado de R$ 150 mi para essa modalidade, equivalente a R$ 200 mi em créditos elegíveis.

A companhia informa ainda diretrizes de governança e outros termos, como a criação de um Comitê de Credores com direito de veto em matérias relevantes da implementação do plano, a manutenção do contrato de marca com a Shell sujeito a novos termos, a busca por transação tributária para passivos fiscais e a previsão de plano de desinvestimento de ativos de energia e não essenciais. A Raízen afirma que manterá acionistas e o mercado informados sobre novos desdobramentos relacionados ao processo.

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