A semana de 25 a 29 de maio foi marcada por decisões relevantes em energia e infraestrutura. A Petrobras (PETR4) anunciou que pretende investir mais de R$ 60 bilhões em plataformas do tipo FPSO (unidades flutuantes de produção, armazenamento e transferência de petróleo), além de divulgar o resgate de US$ 670 milhões em bonds com vencimento em 2027. Na outra ponta do setor, a Azul (AZUL3) informou a listagem de seus ADSs (recibos de ações negociados nos EUA) na bolsa NYSE American, enquanto a Rumo (RAIL3) anunciou a inauguração da Ferrovia do Mato Grosso.

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No campo societário e de fusões e aquisições, a Ecopetrol lançou oferta pública para assumir o controle da Brava Energia (BRAV3), que por sua vez comunicou a anuência dos debenturistas à operação. A Suzano (SUZB3) reportou avanço na aquisição de 51% da operação de tissue da Kimberly-Clark no Brasil. A Dalpe concluiu a OPA pela Neogrid (NGRD3), adquirindo 54% do capital, enquanto o Grupo GPS (GGPS3) anunciou a compra de 55% do Grupo SEI. Também houve movimentos relevantes em participações: a MAK Capital alcançou 4,99% da Oncoclínicas (ONCO3), a Alaska chegou a 15% da Hidrovias do Brasil (HBSA3) e a 45% da Valid (VLID3), a BlackRock atingiu 10% das ações preferenciais da Klabin (KLBN4) e 5% das PNs da Usiminas (USIM5), e a Dynamo passou a deter 5% da Vibra (VBBR3).

Entre utilidades e concessões, a Copasa (CSMG3) esteve no centro das atenções ao apresentar esclarecimentos à CVM sobre sua oferta, definir preço mínimo de R$ 47,23 por ação e depois comunicar mudança na oferta secundária de ações; a Itaúsa (ITSA4) divulgou proposta para investir até 30% na companhia. No setor elétrico, a Cemig (CMIG4) registrou decisão do TRF1 sobre ativos da RBSE e projetou reajuste médio de 7% para 2026, enquanto ISA Energia (ISAE3; ISAE4) e Axia Energia (AXIA3) também reportaram decisões do TRF1 relacionadas à RBSE. A Celesc (CLSC3; CLSC4) aprovou termos para obras de R$ 128 milhões, a ISA Energia obteve licença de instalação do projeto Serra Dourada e a Energisa (ENGI3) divulgou fim da projeção de EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) por negócios, além de registrar aumento de 6% no consumo de energia em abril.

No segmento financeiro e de capitais, o Itaú Unibanco (ITUB4) aprovou juros sobre capital próprio (JCP, forma de remuneração aos acionistas) de R$ 0,36188 por ação para 2026, enquanto Banco BMG (BMGB4) autorizou a transferência de até R$ 750 milhões em cotas de FIDC (fundo de investimento em direitos creditórios). Entre pagamentos a acionistas, a Smart Fit (SMFT3) aprovou JCP de R$ 0,06516384886 por ação e recompra de até 13,6 milhões de ações, e a Simpar (SIMH3) autorizou dividendos de R$ 0,17 por ação. A semana também teve ajustes societários importantes: Infracommerce (IFCM3) aprovou redução de capital e grupamento de ações na proporção de 5 para 1, a Mills (MILS3) aprovou aumento de capital de R$ 505 mil e, ao mesmo tempo, anunciou a venda de 50,3% de seu capital para a Loxam por R$ 16 por ação, enquanto a Log Commercial (LOGG3) e a Ferbasa (FESA4) renovaram programas de recompra de ações. No campo operacional, São Martinho (SMTO3) apresentou lucro de R$ 836,2 milhões na safra 2025/26, a Vittia (VITT3) reportou EBITDA ajustado negativo de R$ 0,6 milhão no 1T26 e a Dexco (DXCO3) aprovou o encerramento de sua planta em Urussanga, ilustrando um período de forte agenda corporativa na B3.

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