Na sexta-feira, 29 de maio de 2026, a Petrobras (PETR4) informou que assinou contratos com a SBM Offshore para a construção de duas unidades de produção de petróleo e gás do tipo FPSO (unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência), destinadas ao projeto Sergipe Águas Profundas (SEAP), na modalidade Build, Operate and Transfer (BOT). Segundo a companhia, os investimentos previstos para os dois projetos somam valor superior a R$ 60 bi e estimam produção total de mais de 1 bilhão de barris de óleo equivalente (boe).
A Petrobras será a proprietária das unidades, enquanto a SBM Offshore ficará responsável pelo projeto, construção, montagem, operação e manutenção dos dois FPSOs por um período inicial de 6,5 anos. Os projetos devem contribuir para o aumento da produção nacional de petróleo e gás e para o desenvolvimento de uma nova fronteira de produção na região Nordeste.
No projeto SEAP II, o FPSO SEAP-II (P-87) terá capacidade instalada para produzir 120 mil barris de petróleo por dia e processar 12 milhões de m³ de gás natural diariamente. O início da produção de óleo está previsto para 2030, com exportação de gás a partir de 2031. As jazidas estão a cerca de 80 km da costa, nas concessões BM-SEAL-4, BM-SEAL-4A e BM-SEAL-10; a Petrobras opera BM-SEAL-4 com 75% de participação, em parceria com a ONGC Campos Limitada (25%), e detém 100% de participação em BM-SEAL-4A e BM-SEAL-10.
No projeto SEAP I, o FPSO SEAP-I (P-81) também terá capacidade instalada para produzir 120 mil barris de petróleo por dia, com processamento de 10 milhões de m³ de gás natural diariamente, e início de produção previsto para 2031. As jazidas ficam nas concessões BM-SEAL-11 e BM-SEAL-10, a aproximadamente 100 km da costa. A Petrobras é operadora de BM-SEAL-11, com 60% de participação, em parceria com a IBV Brasil Petróleo Ltda. (40%), além de deter 100% de participação em BM-SEAL-10.
Os dois FPSOs serão conectados a um gasoduto de escoamento com cerca de 134 km de extensão, sendo 111 km em trecho marítimo e 23 km em terra. De acordo com a Petrobras, essa infraestrutura deve ampliar a oferta de gás natural no país e fortalecer a segurança energética nacional.






