Na quarta-feira, 27 de maio de 2026, a Cemig Distribuição, controlada da Cemig (CMIG4), apresentou projeção para o reajuste tarifário anual de 2026, com efeito médio estimado de 6,5% para o conjunto dos consumidores em alta e baixa tensão. A companhia informa que o IPCA em 12 meses considerado é de 4,39% e que a parcela de receita própria da distribuidora, chamada Parcela B, será atualizada em 4,1%, respondendo por 1,40 ponto percentual do efeito médio projetado.
Segundo a projeção, o impacto médio por nível de tensão em 2026 é de 9,43% para consumidores em alta tensão (AT) e de 5,21% para baixa tensão (BT), mantendo o efeito médio total de 6,50%. Na classe residencial (subgrupo B1), o reajuste estimado é de 5,21%, enquanto os subgrupos rurais (B2), demais classes em baixa tensão (B3) e iluminação pública (B4) têm projeção em torno de 5,2%. Entre os consumidores em alta tensão, os percentuais variam de 6,47% a 9,77%, a depender do subgrupo.
Para clientes livres, a Cemig D projeta efeito médio de 9,85% na TUSD (Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição) em 2026, sendo 10,71% na alta tensão e 9,31% na baixa tensão. Por subgrupo, o reajuste de TUSD estimado vai de 6,47% a 11,66%, com a classe residencial livre (B1) projetada em 9,19% e o segmento rural livre (B2) em 9,57%. O efeito financeiro mais relevante apontado é o conjunto de componentes financeiros (CVA – Conta de Variação de Valores de Itens da Parcela A), que somam R$ 1,22 bi e adicionam 4,42 pontos percentuais ao efeito médio estimado.
A apresentação destaca que, no reajuste de 2025, a cota da CDE (Conta de Desenvolvimento Energético) da Cemig foi alterada de R$ 3,7 bi para R$ 4,3 bi nos últimos dias do processo, elevando o efeito médio daquele ano de 4,43% para 7,78%. Também informa que, a partir dos processos tarifários de 2026, os clientes livres passam a participar do rateio da CDE associada à geração distribuída (CDE GD), o que aumenta o impacto para consumidores de alta tensão e reduz o efeito para a baixa tensão, mantendo o efeito médio geral estimado em 6,50%.
No orçamento preliminar da CDE para 2026, o documento aponta previsão de R$ 52,7 bi, cerca de 7% acima dos R$ 49,2 bi de 2025. Entre as principais variações projetadas de 2025 para 2026 estão o subsídio à geração distribuída de pequeno porte (GD II), que passaria de R$ 3,7 bi para R$ 6,9 bi, alta de 87,4%; a tarifa social de baixa renda, estimada em R$ 7,8 bi em 2025 e R$ 10,4 bi em 2026, aumento de 33,3%; e maiores descontos tarifários para fontes incentivadas na distribuição e na transmissão. A Cemig ressalta que, se os R$ 420 mi previstos de CDE GD em 2026 fossem alocados apenas aos consumidores cativos, o efeito médio para livres e cativos seria diferente, mas o efeito médio total se manteria em 6,50% para cativos e 7,15% para livres.







