Na quinta-feira, 28 de maio de 2026, a Irani Papel e Embalagem (RANI3) apresentou, no Irani Day 2026, um panorama de sua evolução ambiental, social, financeira e de governança, com dados consolidados principalmente para o ano de 2025. A companhia destacou a redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) de Escopos 1 e 2 de 277 kg CO2e por tonelada produzida em 2006 para 72 kg CO2e por tonelada em 2025, queda de 74,1%, e o aumento da receita líquida de R$ 301 mi em 2006 para R$ 1.686 mi em 2025.

No eixo ambiental, a Irani informou redução de resíduos enviados para aterro na unidade de Papel SC, de 18.828 toneladas em 2006 para 6.160 toneladas em 2025, recuo de 67,3%. O investimento ambiental passou de R$ 9 mi para R$ 30 mi no período, com crescimento anual composto (CAGR) de 6,8%. O número de certificações ISO, FSC® e Lixo Zero subiu de 1 para 7, enquanto as áreas de conservação aumentaram de 14.594 para 16.585 hectares, avanço de 14%. A empresa também registrou receita de R$ 24 mi com a venda de créditos de carbono, lembrando que em 2006 foi a primeira brasileira do setor de papel e celulose, e a segunda no mundo, a ter créditos emitidos pelo Protocolo de Kyoto.

No campo social, o número de colaboradores cresceu de 1.699 em 2006 para 2.095 em 2025, alta de 23%. A participação de mulheres no quadro funcional avançou de 15% para 30%, aumento de 15 pontos percentuais. Os acidentes com afastamento caíram de 28 para 13 casos, redução de 54%. A média de treinamento por colaborador subiu de 8 para 47 horas, avanço de 488%, e os benefícios para colaboradores passaram de R$ 8 mi para R$ 59 mi, com CAGR de 11,4%. A empresa informou ainda índice de confiança de 86% na pesquisa Great Place to Work (GPTW), patamar semelhante ao das médias das grandes empresas brasileiras avaliadas em 2025.

Na dimensão financeira, a Irani reportou crescimento da receita líquida de R$ 301 mi em 2006 para R$ 1.686 mi em 2025, com CAGR de 9,5%. O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado aumentou de R$ 36 mi para R$ 539 mi no período, CAGR de 15,2%. O valor adicionado passou de R$ 110 mi para R$ 1.143 mi, crescimento anual composto de 13,1%. O market share de papelão ondulado no Brasil subiu de 2,80% para 4,00%, ganho de 1,2 ponto percentual. Entre 2006 e 2025, o retorno total ao acionista (TSR) acumulado alcançou 3.747%, equivalente a 20,0% ao ano, frente a 598% do CDI, ou 10,2% ao ano.

A companhia detalhou a distribuição do valor adicionado de R$ 1.143 mi em 2025, sendo R$ 1.332 mi destinados a fornecedores, R$ 300 mi a colaboradores e administração, R$ 321 mi ao governo, R$ 271 mi a capital de terceiros e R$ 251 mi a capital próprio, além de R$ 88 mi de efeitos não caixa. Em pesquisa de partes interessadas conduzida pela Humanizadas, com mais de 1.100 respondentes, a Irani obteve índices de satisfação de 89% (Best for Humanity), 83% (We care for Well-Being), 93% (We care for Stakeholders) e 96% (We care for Customers), mantendo rating A e sendo apontada como a única indústria de capital aberto a receber quatro certificações da entidade.

Nos compromissos de sustentabilidade até 2030, a companhia informou que em 2025 já cumpriu integralmente duas metas: aumentar em 20% o balanço positivo para o clima entre emissões e remoções de GEE, e alcançar 100% de energia renovável em todos os negócios. Os demais objetivos apresentaram percentuais de avanço em 2025: 66% da meta de zero acidente de trabalho com afastamento, 75% da meta de 40% de mulheres no quadro funcional, 67% da meta de 30% de mulheres em cargos de liderança, 86% da meta de reduzir em 30% o uso específico de água, 72% da meta de zerar o envio de resíduos não perigosos para aterro e 69% da meta de autossuficiência em geração de energia renovável.

A Irani destacou sua estrutura de governança, com listagem no Novo Mercado da B3, presença simultânea nos índices ISE e ICO2, conselho de administração com 50% de membros independentes e três comitês de assessoramento (Pessoas e Cultura; Estratégia e Sustentabilidade; Auditoria). A empresa também informou que se tornou a terceira companhia brasileira a publicar o Relatório de Informações Financeiras Relacionadas à Sustentabilidade, em linha com as normas IFRS S1 e S2, o que inclui a quantificação de oportunidades e riscos relacionados ao clima. Entre as oportunidades, foram estimados aproximadamente R$ 377 mi com aumento da demanda por papel e embalagens sustentáveis, R$ 105 mi com valorização da base florestal própria, R$ 81 mi com autossuficiência em geração de energia elétrica renovável e R$ 40 mi com acesso diferenciado a capital de terceiros e incentivos governamentais. Do lado dos riscos, a companhia apontou potenciais impactos negativos de cerca de R$ 67 mi relativos a eventos climáticos extremos, R$ 4 mi associados a incêndio florestal e R$ 32 mi ligados a eventual rompimento de barragens.

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