BRAV3
SCORE 6,9Principais indicadores · Petróleo, Gás e Biocombustíveis
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Visno Score
Como calculamos o score →Análise Fundamentalista de BRAV3 (Brava Energia)
IABrava Energia é uma empresa do setor de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, atuando no segmento de Exploração, Refino e Distribuição. Seu foco operacional está na exploração, produção, refino e comercialização de petróleo, gás natural e derivados, incluindo tratamento, processamento, estocagem, liquefação e regaseificação de gás natural. As ações BRAV3 representam uma empresa listada na B3, exposta à dinâmica de preços de commodities energéticas e à intensidade de capital típica do setor.
Os fundamentos financeiros indicam margens bruta e EBIT relativamente elevadas, sugerindo capacidade operacional para gerar resultado antes das despesas financeiras e impostos. A margem líquida, porém, é mais baixa, o que aponta para efeitos relevantes de custos financeiros, impostos ou depreciação. O crescimento de receita em 5 anos é bastante acelerado, o que em petróleo e gás costuma estar associado a expansão de produção ou ativos. A alavancagem medida por dívida líquida/EBITDA se mostra moderada para um negócio intensivo em investimento. Os indicadores de liquidez corrente e seca próximos de 1,0 sugerem equilíbrio entre obrigações de curto prazo e recursos disponíveis.
A empresa obteve nota 6,9 no Visno Score, resultado que indica combinação de crescimento forte com estrutura de capital e liquidez consideradas confortáveis. As notas mais altas em crescimento e negociabilidade sugerem expansão relevante de operações e facilidade na negociação das ações, enquanto a pontuação em consistência pede atenção ao histórico de resultados.
Análise gerada por IA com base na metodologia Visno Score. Dados extraídos de demonstrações financeiras públicas (CVM/B3). Conteúdo informativo — não constitui recomendação de investimento.
Visão dos resultados
Evolução da receita e do lucro líquido
Use o gráfico para visualizar a relação entre o crescimento do negócio e o lucro.
As barras representam a receita; a linha representa o lucro líquido.
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- Subsetor
- Exploração e Produção
- Situação
- Fase Operacional
- Anos na bolsa
- 5
- Código CVM
- 25291
- CNPJ
- 12.091.809/0001-55
- Dt. últ. preço
- 31/07/2026
- Dt. últ. resultado
- 31/03/2026
- Dt. próx. resultado
- 05/08/2026
- Free float
- 99,95 %
Sobre Brava Energia
Brava Energia S.A. é uma companhia do setor de óleo e gás com ações ordinárias negociadas na B3 sob o ticker BRAV3. A empresa tem sede na cidade do Rio de Janeiro e surgiu a partir da incorporação da Enauta pela 3R Petroleum, combinando dois históricos relevantes de atuação em exploração e produção de petróleo e gás natural no Brasil. A formação da Brava Energia permitiu consolidar um portfólio de ativos em produção com escala significativa tanto em terra quanto no mar, além de infraestrutura industrial e logística voltada ao escoamento, processamento e refino. A companhia foi concebida com o objetivo declarado de se posicionar como uma das principais empresas independentes integradas de óleo e gás da América Latina, com atuação em diferentes elos da cadeia.
A origem da Brava Energia está diretamente ligada à trajetória da 3R Petroleum Óleo e Gás S.A., fundada em 2010 e inicialmente focada na revitalização de campos maduros de petróleo e gás. A 3R estruturou sua expansão principalmente por meio de aquisições de ativos desinvestidos pela Petrobras, participação em rodadas de licitação de blocos promovidas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e operações de M&A com outras empresas do setor. Entre os marcos relevantes, destacam-se as aquisições de polos onshore e offshore como Macau, Fazenda Belém, Rio Ventura, Recôncavo, Peroá, Papa Terra e Potiguar, além da compra da Duna Energia, que trouxe novos campos terrestres na Bacia Potiguar. Em 2020, a companhia realizou seu IPO, aderiu ao segmento Novo Mercado da B3 e intensificou o processo de consolidação de ativos, que mais tarde convergiria para a estrutura atual da Brava Energia após a combinação com a Enauta.
A Enauta, por sua vez, teve sua formação ligada ao Grupo Queiroz Galvão, que iniciou atividades de exploração e produção de petróleo nos anos 2000, a partir de participações em blocos concedidos na chamada “Round Zero” da ANP, como o bloco BCAM-40, onde se localiza o Campo de Manati. Em 2010, a Constellation (então Queiroz Galvão Óleo e Gás) aportou ativos de E&P na antiga Queiroz Galvão Exploração e Produção, que posteriormente viria a se tornar Enauta Energia e consolidar sua presença em campos offshore como Manati e, mais adiante, Atlanta. A incorporação da Enauta pela 3R Petroleum reuniu estes ativos e experiências em exploração marítima, agregando reservas, produção e conhecimento técnico offshore ao portfólio que passou a ser operado sob a denominação Brava Energia.
O modelo de negócios da Brava Energia é estruturado de forma integrada, combinando atividades de upstream, midstream e downstream dentro da cadeia de valor do petróleo e gás natural. No upstream, a companhia atua na exploração, desenvolvimento, produção e comercialização de petróleo e gás natural em campos onshore e offshore. No midstream, opera infraestrutura de escoamento, tratamento, compressão, processamento e estocagem da produção, além de serviços associados prestados a terceiros. No downstream, a empresa conta com capacidade de refino e comercialização de derivados de petróleo e gás, incluindo a operação da Refinaria Clara Camarão dentro do Ativo Industrial de Guamaré. As receitas operacionais decorrem principalmente da venda de petróleo e gás natural, bem como de serviços como tratamento de óleo e gás, compressão de gás, tancagem e acesso a terminal aquaviário.
O portfólio da Brava Energia é composto por doze ativos em produção, distribuídos em seis bacias sedimentares e cinco estados brasileiros: Bahia, Ceará, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte. A companhia detém concessões em terra (onshore) e no mar (offshore), que totalizam 51 concessões de óleo e gás, além de participação em diversos blocos exploratórios em bacias como Potiguar, Barreirinhas, Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Sergipe-Alagoas e Paraná. A organização geográfica do portfólio inclui o Complexo Potiguar, formado pelos polos Macau, Areia Branca, Fazenda Belém, Pescada e Potiguar, o Complexo Recôncavo, com os polos Rio Ventura e Recôncavo, e um conjunto de ativos offshore que engloba Peroá, Papa Terra, Parque das Conchas, Atlanta e Manati. A integração entre esses polos permite capturar sinergias operacionais, otimizar uso de infraestrutura e reduzir custos médios de produção.
No segmento de midstream e downstream, a Brava Energia opera o Ativo Industrial de Guamaré (ATI), localizado no Rio Grande do Norte, que inclui a Refinaria Clara Camarão, o Terminal Aquaviário de Guamaré e Unidades de Processamento de Gás Natural (UPGNs) conectadas às redes de transporte do Nordeste e Sudeste. Essa infraestrutura possibilita o processamento e a separação de correntes de óleo e gás, o armazenamento em tanques e a movimentação por dutos e navios, viabilizando tanto o atendimento ao mercado doméstico quanto a exportação. A integração entre o segmento de produção e o ativo industrial fortalece a competitividade da empresa ao oferecer flexibilidade para o escoamento de diferentes tipos de óleo, ganho de escala no processamento de derivados e diversificação de canais de comercialização.
Do ponto de vista econômico, o segmento de upstream é historicamente o principal gerador de receita da Brava Energia. Em 2024, aproximadamente 72% da receita líquida consolidada teve origem nas operações de exploração e produção, enquanto o segmento de mid & downstream respondeu por cerca de 61% da receita antes das eliminações entre segmentos, evidenciando a relevância crescente da verticalização após a conclusão da aquisição do Polo Potiguar em 2023. O perfil de clientes é concentrado em grandes companhias de energia: em 2024, cerca de 45% da receita líquida foi oriunda de contratos com a Raízen Trading S.A., vinculados ao segmento mid & downstream, e 12% de vendas para a Petrobras, concentradas em upstream, com o restante pulverizado entre outros compradores de petróleo, gás e derivados.
A atuação da Brava Energia está inserida em um ambiente regulatório específico do setor de petróleo e gás no Brasil, cujo marco é a Lei do Petróleo (Lei nº 9.478/1997) e a supervisão da ANP. A companhia opera seus campos e blocos por meio de contratos de concessão, que estabelecem obrigações de investimentos, prazos de exploração e produção, pagamento de royalties, participações governamentais e eventuais participações especiais, além do cumprimento de requisitos técnicos, econômicos e ambientais. Em determinados ativos, como os polos Macau e Areia Branca, a empresa obteve benefícios fiscais concedidos pela Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE), que reduzem a carga de Imposto de Renda sobre atividades de produção de petróleo e gás por período determinado, reforçando a atratividade econômica desses projetos. As concessões possuem prazos que podem se estender até 2052, com possibilidade de prorrogação mediante apresentação de planos de desenvolvimento à ANP.
Do ponto de vista organizacional e de práticas ambientais, sociais e de governança, a Brava Energia afirma adotar uma estrutura de governança alinhada às exigências do segmento Novo Mercado da B3, com supervisão das questões de sustentabilidade pela Administração, Diretoria Executiva, Conselho de Administração e Comitê de Sustentabilidade. A companhia declara foco em segurança operacional, eficiência na gestão de custos, responsabilidade ambiental e contribuição para o desenvolvimento socioeconômico das regiões onde atua. Sua base de aproximadamente 1,1 mil colaboradores é apresentada como um ativo importante para a execução da estratégia de revitalização de campos maduros, redesenvolvimento da produção e captura de sinergias entre ativos onshore e offshore, em especial nos complexos integrados do Nordeste brasileiro.
Setorialmente, a Brava Energia se posiciona como uma empresa independente integrada de óleo e gás, porém com predominância econômica no elo de exploração e produção. O ticker BRAV3 na B3 reflete esse perfil de companhia de energia focada em E&P com infraestrutura associada de refino e logística, exposta às dinâmicas de preços internacionais de petróleo e gás, custos de operação em campos maduros e condições regulatórias definidas pelo governo federal e pela ANP. A combinação entre portfólio de campos terrestres e marítimos, capacidade de processamento própria em Guamaré e contratos com grandes compradoras como Petrobras e Raízen define o papel da empresa no mercado brasileiro de petróleo e gás natural.
Perguntas frequentes sobre BRAV3
Qual a cotação de BRAV3 hoje?
A cotação de BRAV3 em 31/07/2026 é de R$ 19,80. O preço é atualizado conforme os dados mais recentes disponíveis da B3.
BRAV3 paga dividendos?
Nos últimos 12 meses, BRAV3 pagou dividendos e/ou JCP no mês de abril, totalizando R$ 0,12 por ação (Dividend Yield de 0,62%). Os pagamentos dependem dos resultados e das decisões do conselho de administração.
Como comprar ações de BRAV3?
Para comprar ações de BRAV3 (Brava Energia), é necessário ter conta em uma corretora com acesso à B3. Após isso, basta buscar pelo código BRAV3 e enviar uma ordem de compra pela plataforma da corretora.
Como analisar as ações de BRAV3?
Para analisar BRAV3, considere indicadores como P/L de 39,59, Dividend Yield de 0,62%, ROE de 2,04%, margem líquida de 1,96%. A avaliação deve incluir comparação com empresas do mesmo setor e o histórico financeiro da empresa.
