A semana entre 12 e 16 de outubro foi marcada por novos detalhes de Petrobras (PETR4) sobre receitas regulatórias, com recebimento de R$ 2,8 bi em subvenção de combustíveis e registro de acordo que rende US$ 859 mi em Acordos de Equalização de Ganhos e Vantagens (AEGVs). No mercado acionário, a B3 (B3SA3) informou alta de 46% no volume de ações negociadas em setembro de 2026, enquanto a Vale (VALE3) concluiu a nova estrutura de controle da mina de Thompson, no Canadá. Entre acordos societários de longo prazo, a Rede D'Or (RDOR3) registrou um acordo de acionistas com duração de 20 anos.

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Houve intensa movimentação em estrutura de capital e mudanças de participação acionária: o FIP Shine atingiu 50% do poder de voto na Braskem (BRKM3), enquanto a BÝK passou a deter 81% do voto na Taurus (TASA3, TASA4) e a Gibraltar reduziu sua fatia para 9% na mesma companhia. A BlackRock apareceu em diversas posições relevantes, alcançando 5% da Suzano (SUZB3), da Cogna (COGN3), da AZZAS 2154 (AZZA3), da TOTVS (TOTS3), do Banco ABC Brasil (ABCB4) e das preferenciais de Banrisul (BRSR6), Usiminas (USIM5), Alupar (ALUP4) e Bradesco (BBDC4, com 10% das PN), além de 10% da Equatorial (EQTL3). Também houve reduções de participação de gestores como Driehaus Capital na Direcional (DIRR3), JP Morgan na Fleury (FLRY3), SPX na Bemobi (BMOB3) e Petro-Victory na Azevedo & Travassos (AZTE3), enquanto SFA Investimentos atingiu 5% da Positivo (POSI3) e Orbis chegou a 5% da PRIO (PRIO3).

No crédito e captação, Valid (VLID3) comunicou captação de R$ 200 mi em sua 12ª emissão de debêntures e registrou elevação de rating para AA+.br pela Moody’s, enquanto a Vivara (VIVA3) obteve rating AAA.br para debêntures de R$ 300 mi. C&A (CEAB3) levantou R$ 500 mi em debêntures atreladas ao CDI (taxa DI) com spread de 0,8 ponto percentual ao ano. No sistema financeiro, Banco Mercantil (BMEB4) recebeu rating AA.br e Banco Bmg (BMGB4) rating A-.br, ambos da Moody’s, e o Itaú aportou mais R$ 1,8 bi na Eneva (ENEV3). Entre proventos, o Banco Pine (PINE3, PINE4) aprovou juros sobre capital próprio (JCP, forma de distribuição de resultados que permite dedução fiscal) de R$ 0,179267 por ação e a Telefônica Brasil (VIVT3) aprovou JCP de R$ 0,1408 por ação.

O setor imobiliário e de construção trouxe uma agenda cheia de números operacionais: Direcional (DIRR3) reportou vendas líquidas de R$ 1,3 bi no 3T26, Plano&Plano (PLPL3) divulgou vendas brutas de R$ 1 bi, Cyrela (CYRE3) informou lançamentos de R$ 2,9 bi, Even (EVEN3) registrou lançamentos de R$ 590 mi, Lavvi (LAVV3) reportou lançamentos de R$ 538 mi, Mitre Realty (MTRE3) anunciou parceria em projeto de R$ 565 mi e vendas líquidas de R$ 253,7 mi, e a Melnick (MELK3) apresentou vendas líquidas de R$ 91 mi no trimestre. Em outros setores, a Caixa Seguridade (CXSE3) detalhou impacto estimado de R$ 210 mi em 2026, a M. Dias Branco (MDIA3) anunciou compra de 80% da Grespan, a Bradespar (BRAP4) informou desconto de 33% sobre o valor de seus ativos, a Porto Seguro (PSSA3) reportou R$ 1,49 bi em prêmios de automóvel em agosto, a Estapar (ALPK3) mostrou alta de 12% na receita líquida do 3T26, a Brisanet (BRST3) alcançou 1,59 mi de clientes de banda larga em setembro e a Azevedo & Travassos Energia (AZTE3) comunicou alta de 10% na produção. Houve ainda casos de governança e gestão, como o comitê instaurado pela Oncoclínicas (ONCO3) para apurar a gestão anterior e o prazo final de seu plano de recuperação, a Unifique (FIQE3) com pedido de assembleia especial sobre OPA, a aprovação da reeleição do diretor financeiro na Kepler Weber (KEPL3), trocas pontuais de diretoria na Taesa (TAEE11) e na Technos (TECN3), recompra de 530 mil ações ON pela OranjeBTC (OBTC3) e o comunicado da Magazine Luiza (MGLU3) de que não divulgará projeções (metas) ao mercado.

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