A semana de 14 a 18 de setembro trouxe mudança relevante no setor de telecom, com a Poste Italiane assumindo o controle indireto da TIM (TIMS3), ao mesmo tempo em que a operadora aprovou juros sobre capital próprio (JCP, forma de distribuir resultados que reduz imposto para a empresa) de R$ 0,21668 por ação e o cancelamento de 13,2 milhões de ações. No varejo, Casas Bahia (BHIA3) registrou mudanças na diretoria e no comitê, esclareceu sua exposição de R$ 1,2 bi em FIDC (fundo de investimento em direitos creditórios), anunciou plano para buscar cotação mínima da ação e captou R$ 368,2 mi em notas comerciais privadas.

Entre os destaques corporativos, Petrobras (PETR4) celebrou oito contratos de partilha na Costa do Marfim, ampliando sua atuação internacional em exploração e produção. No setor de energia, Alupar (ALUP11) reportou receita de R$ 2,9 bi no 1S26, enquanto a Light (LIGT3) informou elevação do rating da Light Sesa pela S&P. A Brava Energia (BRAV3) concluiu a venda de 11 concessões no Rio Grande do Norte, e a Axia Energia (AXIA3) encerrou processo de conversão e resgate de PNCs (partes beneficiárias de natureza corporativa). A Sabesp (SBSP3) finalizou a incorporação das ações da EMAE, e a Equatorial Energia (EQTL3) registrou reajuste médio de 6,94% nas tarifas da Equatorial Pará.

O fluxo de proventos e estrutura de capital também movimentou a agenda. Porto Seguro (PSSA3) aprovou JCP de R$ 0,52 por ação referente ao 3T26, enquanto TOTVS (TOTS3), Intelbras (INTB3), Lojas Renner (LREN3), Multiplan (MULT3), Allos (ALOS3), Cemig (CMIG4), WEG (WEGE3) e Telefônica Brasil (VIVT3) anunciaram JCP variando de R$ 0,0611 a R$ 0,87 por ação. A B3 (B3SA3) informou alta de 26% no volume de ações negociadas em agosto de 2026, e a Irani (RANI3) aprovou um incentivo de longo prazo (ILP) para 2026-2030 com emissão de até 5,1 milhões de ações. Assaí (ASAI3) aprovou recompra de debêntures de R$ 200 mi e comunicou a compra de 18 postos de combustíveis por até R$ 80 mi.

Em fusões, aquisições e mudanças societárias, a OceanPact (OPCT3) concluiu a incorporação da CBO, com emissão de 275 milhões de ações, movimento acompanhado por alterações relevantes em seu quadro de acionistas: o Vinci Partners FIP passou a deter 21,85%, o BNDESPar chegou a 11% após incorporação e a Dynamo reduziu sua fatia para 4,51%. A Paranapanema (PMAM3), que esteve entre as maiores quedas da semana, teve comunicado de que João Carlos Correa de Vargas atingiu 27% do capital. No segmento imobiliário e financeiro, a EZTEC (EZTC3) registrou contrato de R$ 1,2 bi com o Itaú, a Americanas (AMER3) anunciou venda judicial de imóveis por R$ 129,9 mi, a Rede D’Or (RDOR3) e a Bradsaúde (SAUD3) informaram novas aquisições imobiliárias em Jundiaí, e a CVC (CVCB3), que figurou entre as maiores baixas, divulgou rating BBB(bra) pela Fitch Ratings. Houve ainda entrada da JHSF (JHSF3) no índice IBRX 100 da B3, mudanças de gestão na Espaçolaser (ESPA3), Oncoclínicas (ONCO3) e WEG (WEGE3), além de diversas alterações acionárias envolvendo Cyrela (CYRE3/CYRE4), Marcopolo (POMO4), Iguatemi (IGTI4), Enjoei (ENJU3), Banco BMG (BMGB4), Bradespar (BRAP4), OranjeBTC (OBTC3) e distribuição de sobras de ações pelo Bradesco (BBDC4).

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