A Azevedo & Travassos Energia (AZTE3) informou em fato relevante nesta quarta-feira, 16 de setembro de 2026, que recebeu comunicação da 3R Potiguar S.A., subsidiária da Brava Energia S.A., sobre o encerramento unilateral do Purchase and Sale Agreement (SPA), assinado em 7 de fevereiro de 2025, para aquisição dos polos Porto Carão e Barrinha, localizados na Bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte.
O SPA havia sido firmado pela subsidiária integral Azevedo & Travassos Petróleo S.A. (ATP), em parceria igualitária com a Petro-Victory Energy Corp. e suas afiliadas, tendo como vendedoras a 3R RNCE S.A. e a própria 3R Potiguar S.A., sociedades legalmente sucedidas pela Brava. Segundo a comunicação recebida, o Longstop Date, anteriormente prorrogado, havia expirado com condições para o fechamento ainda não satisfeitas, motivo alegado para o encerramento do contrato.
A companhia afirma que a decisão foi inesperada, pois as partes mantinham preparativos intensos para concluir o fechamento (Closing) até o fim de setembro e, no fim de agosto, haviam acordado prolongar a data limite até 21 de setembro de 2026. Nesse período, as partes definiram em conjunto o ajuste dos valores a serem considerados na parcela devida no Closing, aprovado pela Brava em 2 de setembro de 2026, além de negociações ativas sobre a cessão na ANP e a comercialização da produção após o fechamento.
Após comunicação inicial da Brava em 3 de setembro de 2026 sobre a intenção de encerrar o SPA, a Azevedo & Travassos Energia respondeu apontando contradições e alegando ilegalidade na rescisão unilateral, informando ainda que possuía recursos financeiros, garantias de pagamento exigidas pelo contrato e condições para emitir a garantia de descomissionamento necessária. Em 14 de setembro de 2026, porém, a Brava confirmou a rescisão unilateral do SPA.
No fato relevante, a Azevedo & Travassos Energia relata que, desde setembro de 2025, os campos tiveram produção substancialmente reduzida após interdição da ANP pelo não atendimento, pela Brava, a regulamentos de segurança operacional. A empresa afirma que esse quadro, com produção próxima de zero por cerca de sete meses e retomada apenas em meados de 2026, afetou a geração de receitas previstas para as compradoras no Closing, degradou a percepção de valor e risco dos campos e dificultou a obtenção de garantias bancárias, atrasando o fechamento da transação. A companhia informa que está avaliando os efeitos da comunicação recebida e as medidas cabíveis para resguardar seus direitos e interesses, e que manterá o mercado informado sobre novos desdobramentos.







