A semana de 24 a 28 de agosto foi marcada pelo pedido e posterior aprovação de recuperação extrajudicial da Braskem (BRKM5), que formalizou à Justiça o plano para renegociar dívidas com credores. No mercado de crédito, a Yduqs (YDUQ3) levantou R$ 1,2 bi em sua 13ª emissão de debêntures, reforçando a liquidez da companhia, e ainda comunicou tratativas iniciais com a Afya para uma possível combinação de negócios. No varejo de beleza, a Natura (NATU3) registrou novos acordos societários e ampliou o conselho de administração para 10 membros, redesenhando sua governança.

Entre os fatos regulatórios mais sensíveis, a Oncoclínicas (ONCO3) teve duas decisões da CVM determinando a realização de oferta pública de aquisição (OPA) de ações e divulgou uma nova versão de seu plano de recuperação, com esclarecimentos adicionais sobre os termos propostos aos credores. No setor de energia, a Cemig (CMIG4) registrou indicações para a presidência e o conselho de administração e obteve a prorrogação por mais 30 anos da concessão da UHE Sá Carvalho, enquanto a Equatorial (EQTL3) e a Energisa (ENGI3) informaram reajustes médios nas tarifas de 5,76% e 6% na EPB, respectivamente. A ALLOS (ALOS3) e a Orizon (ORVR3) reforçaram seu acesso a financiamento com a reafirmação de rating AAA(bra) pela Fitch e perspectiva estável em brAA+ pela S&P.

O mercado também acompanhou uma agenda intensa de capital, M&A e estrutura societária. A Multiplan (MULT3) captou R$ 300 mi em CRI lastreado em debêntures e divulgou Valor Geral de Vendas (VGV) projetado de R$ 5,2 bi para o projeto Golden Lake. A Desktop (DESK3) anunciou a compra de 30% da Fasternet por R$ 98 mi e aprovou dividendos de R$ 0,039 por ação, enquanto a HBR Realty (HBRE3) comunicou negociação com a SPX RE envolvendo shoppings. No campo societário, houve movimentações de investidores relevantes: Goldman Sachs atingiu 5% de Randon (RAPT4) e Marcopolo (POMO4), Morgan Stanley chegou a 5% da C&A (CEAB3), BlackRock passou a deter 4,9% da AZZAS 2154 (AZZA3) e 10% da Lojas Renner (LREN3), AlphaKey atingiu 13% da Priner (PRNR3), e fundos como BRL Trust, FIPs Brasil Investimentos, Clube Padova e Squadra reduziram suas participações em Allied (ALLD3), Positivo (POSI3) e Hapvida (HAPV3).

Outros destaques incluíram o anúncio da Petrobras (PETR4) de resgate antecipado de US$ 1 bi em títulos com vencimento em 2028, a Simpar (SIMH3) reportando EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) anualizado de R$ 191 mi no 2T26 e uma projeção de EBITDA de R$ 524 mi para 2029, além da União Pet (AUAU3) registrando receita bruta de R$ 4,1 bi no 1S26 e da C&A (CEAB3) informando crescimento de 19% na receita. No campo de governança, destacaram-se a ampliação do conselho da Natura (NATU3), a nova composição do Comitê de Auditoria da Vale (VALE3), a entrada de nova integrante no Comitê de Auditoria da Iochpe-Maxion (MYPK3), renúncias na Brava Energia (BRAV3) e na Motiva (MOTV3), além de movimentações em concessões e contratos como a renovação do acordo da SBF (SBFG3) com a Nike até 2034 e a concessão da Rota Mogiana para Azevedo & Travassos (AZEV3).

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