Na quarta-feira, 13 de maio de 2026, a CSN Mineração (CMIN3) divulgou que registrou lucro líquido de R$ 222,1 mi no primeiro trimestre de 2026 (1T26), apoiado por maior produção própria e manutenção dos preços do minério de ferro, apesar dos efeitos da variação cambial e das chuvas intensas em Minas Gerais. A receita líquida ajustada somou R$ 3.165,4 mi, queda de 23,0% frente ao 4T25 e de 7,2% em relação ao 1T25.
No 1T26, o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado totalizou R$ 1.419,9 mi, praticamente estável na comparação anual, com margem EBITDA ajustada de 44,9%, alta de 2,0 pontos percentuais sobre o 4T25 e de 3,0 pontos percentuais frente ao 1T25. O custo dos produtos vendidos foi de R$ 2.034,9 mi, queda de 21,4% na comparação trimestral e de 9,1% frente ao mesmo período de 2025, enquanto o lucro bruto atingiu R$ 1.130,6 mi, com margem bruta de 35,7%.
O volume de produção de minério de ferro, incluindo compras de terceiros, foi de 10.058 mil toneladas no 1T26, retração de 14,9% em relação ao 4T25 e de 1,5% ante o 1T25, impactado pela sazonalidade e pelas chuvas, embora a produção própria tenha crescido 6,7% em 12 meses. As vendas totalizaram 9.636 mil toneladas, queda de 19,6% frente ao 4T25 e estabilidade em relação ao 1T25, com o terminal TECAR registrando recorde para um primeiro trimestre, com 8.724 mil toneladas embarcadas.
Em 31 de março de 2026, a CSN Mineração mantinha disponibilidades de R$ 8,8 bi e dívida líquida de R$ 683,1 mi, com alavancagem medida pela relação dívida líquida/EBITDA dos últimos 12 meses em 0,11x. No período, o fluxo de caixa livre ajustado foi negativo em R$ 520,4 mi, influenciado pelo menor resultado operacional sazonal, maior consumo de capital de giro e avanço das obras do projeto P15, enquanto os investimentos (capex) somaram R$ 431,0 mi, 51,3% abaixo do 4T25 e 14,3% acima do 1T25.
Os acionistas aprovaram na assembleia de 16 de abril de 2026 a distribuição de dividendos de R$ 768,6 mi, equivalentes a R$ 0,14149 por ação, que somados aos dividendos e JCP (Juros sobre Capital Próprio) aprovados em 26 de dezembro de 2025 totalizam R$ 1,19 bi a serem pagos até 31 de dezembro de 2026. No trimestre, as ações CMIN3 recuaram 10,8%, enquanto o Ibovespa avançou 16,3%, com volume médio diário negociado de R$ 48,8 mi.







