O Grupo Casas Bahia (BHIA3) registrou prejuízo líquido de R$ 1,064 bi no primeiro trimestre de 2026, frente a prejuízo de R$ 408 mi no mesmo período de 2025. A receita líquida somou R$ 7,416 bi no 1T26, alta de 6,1% na comparação anual, enquanto o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado alcançou R$ 597 mi, com margem de 8,1%.
No 1T26, o lucro bruto foi de R$ 2,247 bi, crescimento de 6,5% ante o 1T25, com margem bruta de 30,3%. As despesas com vendas, gerais e administrativas somaram R$ 1,704 bi, equivalentes a 23% da receita líquida, leve redução de 0,1 ponto percentual em relação ao ano anterior. O resultado operacional (EBIT) ficou em R$ 250 mi, queda de 12,9% na comparação anual.
O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 1,171 bi no 1T26, aumento de 27% sobre a despesa de R$ 922 mi no 1T25. Segundo a companhia, o CDI médio passou de 12,94% no 1T25 para 14,86% no 1T26, fator que pressionou a linha financeira. Sem modificação de dívida e desconto de passivos (haircut), o resultado financeiro líquido teria sido negativo em R$ 1,165 bi, recuo de 9,1% em relação ao 4T25.
O grupo destacou geração de fluxo de caixa livre da firma de R$ 852 mi no trimestre, ante consumo de R$ 322 mi no 1T25, e saldo de liquidez, incluindo recebíveis, de R$ 3,161 bi ao fim de março de 2026. A dívida líquida ajustada, que considera CDCI, fornecedor convênio e FIDC, ficou em R$ 1,248 bi, redução de cerca de R$ 2,663 bi frente ao 1T25, levando a alavancagem financeira para 0,5 vez o EBITDA ajustado dos últimos 12 meses.
O GMV total atingiu R$ 11,208 bi no 1T26, alta de 5% em relação ao ano anterior, impulsionado pelo e-commerce, cujo volume de vendas (1P online e 3P) cresceu 14,6% e somou R$ 5,016 bi. O GMV 1P online avançou 27,4%, para R$ 3,236 bi, enquanto o GMV de lojas físicas recuou 1,6%, para R$ 6,193 bi. A companhia encerrou março com 1.039 lojas e carteira de crediário de R$ 6,281 bi, crescimento de 2,7% na comparação anual.







