A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) (CSNA3) registrou prejuízo líquido de R$ 555 mi no primeiro trimestre de 2026 (1T26), resultado que, segundo a empresa, reflete principalmente o impacto do imposto de renda diferido constituído na controladora em razão do aumento do prejuízo fiscal. No período, a receita líquida somou R$ 10,6038 bi, queda de 7,0% em relação ao quarto trimestre de 2025 e de 2,8% frente ao 1T25.
O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado atingiu R$ 2,646 bi no 1T26, com margem EBITDA ajustada de 23,9%, aumento de 1,8 ponto percentual na comparação anual, sustentado pelos segmentos de cimentos e logística. O lucro bruto foi de R$ 2,5227 bi, com margem bruta de 23,8%, e o custo dos produtos vendidos totalizou R$ 8,0811 bi, influenciado pelo maior volume de vendas na siderurgia e pelo impacto de matérias-primas.
No trimestre, o grupo de outras receitas e despesas operacionais foi negativo em R$ 914,2 mi, enquanto o resultado financeiro também foi negativo, em R$ 1,3069 bi, com redução de 29,4% em relação ao 1T25 devido ao menor impacto da variação cambial nas aplicações no exterior. O resultado de equivalência patrimonial somou R$ 23,8 mi, queda de 79,7% na comparação com o 4T25 e de 69,7% frente ao 1T25, afetado por maiores despesas financeiras e impostos diferidos na MRS.
O fluxo de caixa livre ficou negativo em R$ 1,5977 bi no 1T26, impactado por menor desempenho operacional, consumo de capital de giro, despesas financeiras elevadas e amortização de dívida. Em 31 de março de 2026, a dívida líquida consolidada da CSN era de R$ 40,505 bi, com indicador dívida líquida/EBITDA dos últimos 12 meses em 3,36 vezes, redução de 11,6 pontos-base em relação ao trimestre anterior, apoiada por novo contrato de pré-pagamento de minério de ferro e pelo efeito positivo da variação cambial sobre dívidas em moeda estrangeira.
Por segmento, a siderurgia registrou receita líquida de R$ 5,5999 bi e EBITDA ajustado de R$ 393,4 mi no 1T26, com margem de 7,0%, enquanto a mineração teve receita líquida ajustada de R$ 3,1862 bi e EBITDA ajustado de R$ 1,3743 bi, correspondente a margem de 43,1%. No cimento, a receita líquida foi de R$ 1,2561 bi e o EBITDA alcançou R$ 392,5 mi, com margem de 31,2%, descrito pela companhia como o maior resultado histórico do segmento para um primeiro trimestre.







