A Klabin (KLBN11) registrou prejuízo líquido de R$ 497 mi no primeiro trimestre de 2026 (1T26), mesmo com a receita líquida consolidada atingindo R$ 4,9 bi, crescimento de 2% em relação ao 1T25, apoiada em alta de 12% no volume total de vendas. Segundo a companhia, o resultado operacional refletiu estabilidade das operações, mas foi impactado pela apreciação do real frente ao dólar e pela parada geral de manutenção em Monte Alegre.
No período, o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 1,7 bi, queda de 10% frente ao 1T25, com margem EBITDA ajustada de 34%, quatro pontos percentuais abaixo do mesmo trimestre do ano anterior. O custo caixa total por tonelada, incluindo as paradas gerais de manutenção, ficou em R$ 3.342/t, praticamente em linha com o 1T25, enquanto o custo dos produtos vendidos atingiu R$ 2.675/t, alta de 4% na mesma base de comparação.
Por segmento, a Klabin informou que a receita líquida de celulose foi de R$ 1,4 bi no 1T26, avanço de 2% ante o 1T25, com volume vendido de 401 mil toneladas, 16% maior que um ano antes. Em papéis, a receita líquida chegou a R$ 1,7 bi, alta de 8% na comparação anual, com volume de 356 mil toneladas, aumento de 15%. Já o negócio de embalagens registrou receita líquida de R$ 1,8 bi, crescimento de 6%, apoiado na alta de 4% no volume de papelão ondulado, que alcançou 226 mil toneladas.
A empresa encerrou o 1T26 com endividamento líquido de R$ 24,0 bi, redução de 21% frente ao 1T25. A alavancagem, medida pela relação dívida líquida sobre EBITDA ajustado em dólares dos últimos 12 meses, foi de 3,3x, em linha com o 4T25, enquanto o mesmo indicador em reais recuou para 3,1x, ante 4,0x no 1T25.
A Klabin destacou ainda que a agência Fitch Ratings reafirmou em 25 de março o rating de crédito global da companhia em “BB+” e revisou a perspectiva de estável para positiva, citando expectativa de redução da alavancagem líquida apoiada por geração de caixa, menor nível de investimentos e política de dividendos mais conservadora.






