O Conselho de Administração da Copasa elegeu Marília Carvalho de Melo como diretora‑presidente, formalizando a sucessão e mantendo o rito de governança em linha com o Estatuto e a Política de Indicação. A nomeação encerra a etapa de transição conduzida desde a transição comunicada em 23/12/2025, quando a companhia informou ao mercado o andamento dos procedimentos para a substituição do então CEO. Ao agradecer a gestão anterior e desejar êxito à nova liderança, o Conselho sinaliza continuidade estratégica, preservando estabilidade em um momento de decisões estruturantes para o ciclo regulatório e para a agenda societária.

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Escolher uma presidência com sólida base técnica em recursos hídricos e meio ambiente reforça o diálogo com regulador, municípios e órgãos ambientais, reduzindo riscos de implementação em projetos críticos de universalização, redução de perdas e segurança hídrica. Esse movimento também conversa com o trilho institucional aberto pela aprovação do PL 4.380/2025 na ALMG para promover a desestatização, que elevou o escrutínio sobre governança e consolidou a etapa técnica sob diretrizes de proteção aos minoritários, previsibilidade contratual e modicidade tarifária. A nova liderança tende a ser ponte entre a engenharia regulatória e os stakeholders locais, condição essencial para sustentar o valor em um ciclo de investimentos mais intenso.

No eixo regulatório, a posse ocorre exatamente quando a companhia ganha visibilidade para 2026–2029, com definição do índice inicial de reajuste e reparametrização de custos eficientes, base de ativos e indicadores de qualidade. O resultado da 3ª Revisão Tarifária (ETM de 6,56% para 2026) reduz ruídos de projeção e cria um arcabouço mais estável para planejar obras, reconhecer eficiência e calibrar a alocação de capital. Uma presidência com perfil técnico tende a acelerar a captura desses ganhos ao sincronizar cronogramas de obra, milestones regulatórios e padronização contratual com os municípios, preservando fluxo de caixa e previsibilidade de execução.

Do lado da entrega, o desafio imediato será orquestrar a carteira de projetos já aprovada, garantindo execução disciplinada e aderência às metas de universalização e qualidade. O Programa de Investimentos de 2026 e o plano plurianual 2027–2030 estruturam a priorização em esgoto, perdas e segurança hídrica na RMBH, e exigem coordenação fina entre engenharia, contratação e funding para transformar CAPEX em base regulatória remunerada. Ao amarrar governança, previsibilidade tarifária e contratos mais longos, a nova gestão tende a consolidar a trajetória operacional iniciada em 2025 e a sustentar a geração de valor no novo ciclo.

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