Na quinta-feira, 7 de maio de 2026, a Sabesp (SBSP3) divulgou que registrou lucro líquido de R$ 1,749 bi no primeiro trimestre de 2026 (1T26), alta de 18,0% em relação aos R$ 1,482 bi do 1T25. A companhia informou ainda lucro líquido ajustado de R$ 1,554 bi no período, avanço de 32,2% na comparação anual.
A receita líquida ajustada totalizou R$ 6,021 bi no 1T26, crescimento de 10,9% frente aos R$ 5,428 bi de um ano antes. Segundo a empresa, o aumento de 11,9% na receita foi composto por reajuste tarifário de 9,1% e 2,8% decorrentes de iniciativas comerciais com grandes clientes e proteção de receita, além de acréscimo de 2,4% por novas economias, parcialmente compensados por impacto negativo de 3,4% do crescimento de economias vulneráveis com acesso a tarifas subsidiadas.
O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado alcançou R$ 3,786 bi no 1T26, alta de 25,9% em relação aos R$ 3,008 bi do 1T25, com margem EBITDA ajustada passando de 55,4% para 62,9% no período. O fluxo de caixa das atividades operacionais, ajustado e incluindo contas a pagar de capex, somou R$ 802 mi no 1T26, queda de 11,5% frente aos R$ 906 mi de igual trimestre do ano anterior.
A Sabesp reportou investimentos (capex) de R$ 3,728 bi no 1T26, aumento de 30,8% sobre o 1T25, sendo R$ 2,485 bi em esgoto e R$ 1,243 bi em água. A companhia destacou avanço em projetos como a universalização do interior, com 11 projetos da Fase 1 já contratados, somando R$ 5,1 bi, e outros 8 projetos da Fase 2 em contratação, de R$ 5,4 bi, além do programa Integra Tietê, que inclui expansão e retrofit da ETE Barueri, com capex de R$ 5,7 bi e conclusão prevista para o fim de 2029.
Na frente financeira, a dívida bruta atingiu R$ 51,6 bi no 1T26, resultando em dívida líquida de R$ 32,5 bi após considerar caixa de R$ 19,2 bi. O custo médio da dívida é equivalente a CDI mais 0,02, com prazo médio de amortização de 6,3 anos, sendo que 64% dos vencimentos estão concentrados a partir de 2031. O indicador dívida líquida sobre EBITDA ajustado dos últimos 12 meses ficou em 2,4 vezes, enquanto o retorno sobre o patrimônio líquido ajustado alcançou 17% e o retorno sobre o capital investido ajustado foi de 11% na mesma base.








