Nesta terça-feira, 23 de dezembro de 2025, a Copasa (CSMG3) comunicou que estão em andamento os ritos previstos na Política de Indicação e Elegibilidade e no Estatuto Social para substituir o Diretor-Presidente Fernando Passalio de Avelar por Marília Carvalho de Melo. A executiva é engenheira civil, com mestrado e doutorado em recursos hídricos, e atualmente ocupa a Secretaria de Meio Ambiente de Minas Gerais. O Fato Relevante, assinado pelo Diretor Financeiro e de RI, afirma que a Companhia manterá o mercado informado sobre os desdobramentos.

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O movimento dá continuidade ao trilho institucional aberto pela aprovação do PL 4.380/2025 na ALMG para promover a desestatização, que organizou a etapa técnica sob governança e condicionada a autorizações específicas. Em um cenário de avaliação societária e maior escrutínio regulatório, a escolha de uma liderança com lastro em recursos hídricos e meio ambiente tende a reforçar o diálogo com a Arsae-MG, os municípios e os órgãos ambientais, reduzindo riscos de implementação e preservando a previsibilidade necessária ao Novo Marco do Saneamento. Ao mesmo tempo, a comunicação oficial amarra a transição a ritos formais, sinalizando estabilidade e respeito às práticas de governança em um momento de potenciais decisões estruturais.

Esse alinhamento com a agenda regulatória conecta-se diretamente ao esforço de padronizar contratos e metas no principal polo da base atendida. O acordo com Belo Horizonte para estender contratos até 07/02/2073 reduziu dispersões jurídicas e ancorou cronogramas de universalização e qualidade, criando um ambiente previsível para reconhecer eficiência e estabilizar caixa no próximo ciclo. A eventual transição no comando preserva o vetor de compliance ambiental e de segurança hídrica, crucial para viabilizar aditivos, cumprir indicadores e sustentar a modicidade tarifária, ao mesmo tempo em que qualifica a interlocução com stakeholders locais em etapas sensíveis de adensamento contratual.

Do lado da execução, a continuidade do CAPEX prioritário exige coordenação fina entre engenharia, contratação e governança financeira para capturar remuneração regulatória no período 2026–2029. Nessa linha, o Programa de Investimentos de 2026 e o plano plurianual 2027–2030 já delimitam foco em universalização do esgoto, redução de perdas e segurança hídrica na RMBH. Uma presidência com forte base técnica e regulatória tende a acelerar a travessia dessa fase, preservando disciplina operacional e o encaixe entre cronogramas de obra, reparametrizações tarifárias e estabilidade de caixa — elementos centrais para sustentar valor no médio prazo.

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