Na quarta-feira, 6 de maio de 2026, a Auren Energia (AURE3) divulgou que registrou EBITDA Ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 925,9 mi no primeiro trimestre de 2026, queda de 23,2% em relação ao 1T25. A companhia apontou que o desempenho foi influenciado pelo menor resultado da área de comercialização, por menor recurso eólico e solar e pela redução da geração hidrelétrica das usinas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia (MRE).
No 1T26, a Auren apurou prejuízo líquido de R$ 601,6 mi, ante lucro de R$ 54 mi no mesmo período de 2025, enquanto a receita líquida atingiu R$ 3.074,5 mi, alta de 4,1% na comparação anual. O segmento de geração respondeu por R$ 1.734,4 mi em receita, crescimento de 7%, e o segmento de comercialização somou R$ 2.025 mi, avanço de 13,3%.
A empresa informou que os ganhos de modulação somaram R$ 97,2 mi no trimestre, compensando integralmente o impacto financeiro bruto do curtailment, estimado em R$ 86,2 mi, o que resultou em efeito líquido positivo de R$ 11 mi. A capacidade instalada operacional totalizou 8.722,8 MW, sendo 8.098 MW em ativos próprios, com geração média de 3.084,4 MW no portfólio próprio, redução de 18,3% frente ao 1T25.
Do lado financeiro, a dívida líquida encerrou o trimestre em R$ 19.101,7 mi, com redução de R$ 135,4 mi em relação ao fim de 2025, e a alavancagem atingiu 5,2 vezes a relação Dívida Líquida/EBITDA Ajustado, ante 4,8 vezes um ano antes, devido à queda do EBITDA dos últimos 12 meses. A administração reforçou que a trajetória esperada é de estabilização da alavancagem em 2026 e redução mais intensa a partir de 2027.
A Auren destacou ainda a aprovação, em abril de 2026, da primeira fase da reorganização societária, que envolve a incorporação da Auren Participações pela Auren Operações, com objetivo de concentrar ativos hidrelétricos em um único veículo, simplificar a estrutura societária e aumentar a eficiência na gestão de caixa e endividamento até o fim de 2026. A companhia informou também que o projeto eólico Cajuína 3, com 112,1 MW de capacidade instalada, alcançou avanço físico de cerca de 72%, com comissionamento dos equipamentos previsto ao longo de 2026 e início da operação comercial completa estimado para dezembro.








