Na terça-feira, 5 de maio de 2026, a Copel (CPLE3) divulgou que registrou lucro líquido de R$ 694 mi no primeiro trimestre de 2026 (1T26), alta de 4,4% em relação aos R$ 664,7 mi do 1T25. O resultado foi influenciado pelo aumento do EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) para R$ 1,9079 bi, crescimento de 9,9% na comparação anual, parcialmente compensado por maior despesa financeira e tributos.
O lucro líquido recorrente atingiu R$ 638,9 mi no 1T26, avanço de 10,7% frente aos R$ 576,9 mi do 1T25, após ajustes de itens como marcação a mercado de energia, efeitos de IFRS em transmissão e valor novo de reposição (VNR). A receita operacional líquida recorrente somou R$ 6,9091 bi, aumento de 19,2% sobre os R$ 5,7974 bi de um ano antes, impulsionada principalmente por maiores resultados de ativos e passivos financeiros setoriais e pela receita de suprimento de energia elétrica.
O EBITDA recorrente consolidado foi de R$ 1,7546 bi no 1T26, crescimento de 16,7% ante os R$ 1,5032 bi do 1T25. A Copel Geração e Transmissão respondeu por R$ 1,0237 bi desse montante, alta de 30,7%, apoiada em maior receita de suprimento na CCEE e em contratos bilaterais, além da incorporação da transmissora Mata de Santa Genebra. A Copel Distribuição teve aumento de 10% no EBITDA, beneficiada pelo crescimento de 2,1% do mercado fio faturado e pelo reajuste tarifário anual de 2025.
Em 31 de março de 2026, a dívida bruta consolidada da companhia somava R$ 23,34 bi, frente a R$ 20,04 bi em 31 de dezembro de 2025. A dívida líquida ajustada era de R$ 17,4569 bi, resultando em alavancagem de 2,8 vezes a relação dívida líquida sobre EBITDA, ante 2,7 vezes no fim de 2025. O custo médio nominal da dívida estava em 13,05% ao ano, equivalente a 89,11% do CDI.
No trimestre, os investimentos totalizaram R$ 581,7 mi, abaixo dos R$ 678,2 mi do 1T25. Desse valor, R$ 438,6 mi foram aplicados na Copel Distribuição, principalmente em modernização e renovação da rede de distribuição, e R$ 141,4 mi na Copel Geração e Transmissão, com foco em reforço de linhas de transmissão, modernização de usinas hidrelétricas e melhoria de ativos eólicos.






