A Copasa (CSMG3) comunicou nesta segunda-feira, 22 de dezembro de 2025, que a Arsae-MG divulgou o resultado da 3ª Revisão Tarifária Periódica, válida para o ciclo 2026–2029. Para 2026, o Efeito Tarifário Médio (ETM) será de 6,56%, com vigência a partir de 22/01. O fato relevante foi publicado em atendimento à Resolução CVM 44/2021 e indica que os arquivos da revisão (Consulta e Audiência Pública nº 65) estão disponíveis no site da Agência. O documento é assinado por Adriano Rudek de Moura, Diretor Financeiro e de RI.

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O anúncio encerra a fase de incerteza sobre o índice que balizará o início do ciclo 2026–2029 e contrasta com a suspensão provisória da 3ª Revisão Tarifária e a referência à ETM preliminar de 5,50%, comunicada no começo do mês. Na ocasião, a companhia enfatizou impacto de calendário, não de mérito, com previsão de compensação por alterações de datas conforme a Lei Estadual 18.309/2009. Com os números finais agora divulgados, o ETM de 6,56% para 2026 supera a referência preliminar e dá visibilidade para a aplicação tarifária a partir de 22/01, enquanto a Arsae reparametriza custos eficientes, base de ativos e indicadores de qualidade para o restante do período. Para o investidor, a definição do índice reduz ruído, apoia projeções de caixa e permite refinar premissas de modicidade e de remuneração regulatória ao longo do ciclo.

Do ponto de vista estrutural, a revisão tarifária dialoga com o esforço de padronização contratual que a Copasa vem perseguindo para dar previsibilidade a prazos e metas, condição-chave para modicidade e estabilidade regulatória. Esse movimento ganhou tração com a harmonização do maior polo atendido, materializado no acordo com Belo Horizonte para estender contratos até 2073, que reduz dispersão jurídica, ancora cronogramas de investimento e mitiga riscos de timing nas revisões. Ao amarrar contratos longos a metas de universalização e qualidade, a empresa cria um arcabouço que facilita o reconhecimento regulatório de eficiência e estabiliza a trajetória de caixa durante 2026–2029, especialmente em um contexto de transição de parâmetros e atualização da base de ativos.

No eixo de execução, a trajetória tarifária definida para 2026 se conecta diretamente à agenda de CAPEX, sustentando a aceleração de obras prioritárias — universalização do esgoto, redução de perdas e segurança hídrica — que a administração organizou para o novo ciclo. Essa priorização foi explicitada no Programa de Investimentos de 2026 (R$ 3,1 bi) e plano plurianual 2027–2030. Ao casar a aplicação tarifária com uma carteira contínua de projetos e contratos mais longos, a Copasa aumenta a visibilidade do fluxo de caixa e a capacidade de capturar eficiência reconhecida pela regulação, preservando o equilíbrio entre modicidade e sustentabilidade financeira, além de fornecer bases mais sólidas para decisões de alocação de capital no período 2026–2029.

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