A Copasa (CSMG3) divulgou, em Fato Relevante de 22/12/2025, a ata do Conselho de Administração que aprovou o Programa de Investimentos de 2026 em R$ 3,1 bilhões e o Programa Plurianual projetado para 2027–2030: R$ 3,9 bi (2027), R$ 4,8 bi (2028), R$ 4,7 bi (2029) e R$ 4,5 bi (2030). Os investimentos — que não incluem capitalizações — priorizam universalização do esgotamento sanitário, segurança hídrica (com foco na RMBH), redução de perdas e retrofit de ETEs. O comunicado foi feito em atendimento à Resolução CVM 44/2021.
Este planejamento plurianual consolida a virada de execução iniciada ao longo de 2025 e organiza a transição para o ciclo regulatório 2026–2029. O movimento dá continuidade prática à suplementação de R$ 153 milhões no CAPEX 2025 para expansão de esgoto, redução de perdas e preparação do ciclo 2026–2029. Ao explicitar volumes por ano até 2030, a companhia sinaliza uma carteira contínua de projetos, o que facilita engenharia de contratação, padronização técnica, captura de escala e foco em frentes com maior retorno regulatório e de qualidade — expansão de esgoto para melhorar o mix, redução de perdas para elevar eficiência e retrofit para aumentar confiabilidade operacional. O detalhamento ano a ano também ajuda a sincronizar prazos de obras com janelas de reconhecimento regulatório.
Além da execução, a previsibilidade contratual que sustenta esse volume foi reforçada pelo acordo com Belo Horizonte que reconhece a necessidade de estender contratos até 07/02/2073. Sendo a capital o maior polo atendido, a harmonização de prazos e metas reduz dispersões jurídicas e ancora cronogramas de investimento, condição-chave para atrelar projetos de segurança hídrica na RMBH e metas de universalização ao próximo ciclo tarifário. Com contratos mais longos e metas explícitas, a companhia eleva a visibilidade de caixa e mitiga riscos de timing em revisões, preservando modicidade e estabilidade regulatória enquanto escala obras em esgoto e perdas. A combinação de arcabouço homogêneo, priorização operacional e agenda de universalização torna o plano plurianual menos vulnerável a ruídos conjunturais e dá clareza de entrega para 2026–2030.
Do ponto de vista de alocação de capital, a Copasa tem sinalizado capacidade de equilibrar aceleração de investimentos e remuneração ao acionista. A definição de um payout regular de 50% do lucro ajustado para 2026, anunciada junto à aprovação de proventos de dezembro e à política de distribuição, indica disciplina financeira compatível com o capex projetado. Em outras palavras, o desenho de funding e a previsibilidade regulatório‑contratual permitem sustentar o ciclo de obras sem pressionar desmedidamente a alavancagem, preservando espaço para JCP/dividendos e reforçando a tese de geração de valor no médio prazo.







