Nesta sexta-feira, 14 de novembro de 2025, a Sabesp (SBSP3) informou que celebrou dois contratos definitivos de autoprodução de energia com Casa dos Ventos S.A. e Engie Brasil Energias Complementares Participações Ltda., no âmbito de seu projeto de geração renovável, com capacidades de 126 MWm (P90) e 60 MWm (P90), respectivamente. O anúncio, assinado pelo diretor financeiro e de RI, Daniel Szlak, dá continuidade ao comunicado de 27 de maio de 2025 e avança a construção de um portfólio energético próprio para reduzir volatilidade de custos, assegurar suprimento às operações e acelerar a descarbonização — em linha com as metas climáticas até 2035 com redução de 43% no Escopo 2 via autoprodução e energia limpa.
Estratégicamente, a contratação como autoprodutora com players de escala consolida a verticalização água–energia que a empresa vem arquitetando desde a privatização. Ao ancorar volumes firmes (P90) de fontes renováveis, a Sabesp cria previsibilidade para o bombeamento e a adução em períodos críticos, reduz a exposição ao mercado de curto prazo e estabelece um hedge estrutural entre consumo elétrico e expansão de serviços. Esse desenho se soma à frente de geração própria e reforça a flexibilidade operacional que emergiu com a aquisição da EMAE e a integração hídrica‑energética Guarapiranga–Billings, que adicionaram ativos elétricos com receitas de longo prazo indexadas à inflação e capacidade de manobra entre bacias para enfrentar choques climáticos.
Do ponto de vista financeiro, a capacidade de travar PPAs e sustentar projetos energéticos multianuais depende de um funding de longo prazo e de alta qualidade de crédito. Nesse sentido, o cronograma de captações pós-privatização vem pavimentando a execução com alongamento de passivos, registro automático e base de investidores profissionais, movimento recentemente validado pelo rating AAA(bra) da 37ª emissão de debêntures. Ao casar passivos longos com a vida útil dos ativos e com fluxos estáveis de energia, a companhia reduz custo de capital marginal dos projetos de autoprodução e fortalece a resiliência do caixa regulatório durante o ramp-up de capex de universalização.
Operacionalmente, os contratos agora formalizados dialogam com a melhora do mix energético e os ganhos de eficiência já perceptíveis nos indicadores. A maior previsibilidade de energia limpa tende a mitigar pressões de custo, apoiar a expansão de ligações e dar respaldo às metas de redução de emissões, ao mesmo tempo em que preserva qualidade e continuidade do serviço. Esse encadeamento confirma a trajetória destacada nos resultados do 3T25 com execução operacional e verticalização água–energia, em que a companhia combinou padronização regulatória, avanço comercial e investimentos recordes para sustentar universalização, eficiência e descarbonização no ciclo pós-privatização.







