SLCE3

SLC AgrícolaConsumo Não Cíclico

SCORE 8,8
R$ 13,22+R$ 0,01(+0,08%)
SCORE 8,8+ Carteira

Principais indicadores · Consumo Não Cíclico

Ver todos →
Dividend Yield
6,09 %
Preço/Lucro
20,35
Preço/VPA
1,24
ROE
6,10 %
ROIC
11,87 %
Margem líquida
3,38 %
CAGR Receita líquida 5A
16,28 %
Market Cap
R$ 6,59 B
Liquidez corrente
2,20
Margem bruta
29,16 %
Preço
R$ 13,22
Preço/Ativos
0,33

Cotação

8,8/10 · fundamentos acima da média
Rentabilidade10,0
Consistência10,0
Negociabilidade7,7
Liquidez10,0
Crescimento8,1
Alavancagem6,8

Análise Fundamentalista de SLCE3 (SLC Agrícola)

IA

A SLC Agrícola é uma empresa do setor de Consumo não Cíclico, atuando no subsetor de Agropecuária e segmento de Agricultura. Suas operações concentram-se na produção e comercialização de algodão, soja, milho, sementes e engorda de bovinos, entre outros produtos. Com ações negociadas na B3 sob o ticker SLCE3, a companhia está na fase operacional e sua atividade está ligada diretamente ao agronegócio, com foco em grandes culturas agrícolas e integração com produção de sementes.

Os fundamentos financeiros disponíveis indicam margens bruta e EBIT relativamente confortáveis para o setor, sugerindo operação com alguma eficiência na produção. O ROE e o ROIC apontam rentabilidade moderada sobre o capital investido, enquanto a margem líquida mais enxuta deve ser interpretada à luz da volatilidade típica de preços de commodities agrícolas. A alavancagem medida por Dívida Líquida/EBITDA em torno de 2,8 vezes sugere nível de endividamento que merece monitoramento, ainda que acompanhado de boa liquidez corrente e seca, o que reforça capacidade de honrar obrigações de curto prazo.

A empresa obteve nota 8,8 no Visno Score, refletindo combinação de rentabilidade e consistência avaliadas como fortes, além de indicadores de liquidez considerados robustos. A pontuação de alavancagem um pouco menor sugere atenção à estrutura de capital, enquanto o crescimento e a negociabilidade das ações aparecem em patamar relativamente favorável.

Análise gerada por IA com base na metodologia Visno Score. Dados extraídos de demonstrações financeiras públicas (CVM/B3). Conteúdo informativo — não constitui recomendação de investimento.

Visão dos resultados

Evolução da receita e do lucro líquido

Use o gráfico para visualizar a relação entre o crescimento do negócio e o lucro.

As barras representam a receita; a linha representa o lucro líquido.

Últimas notícias de SLCE3

Ver todas →

Dados cadastrais

Situação
Fase Operacional
Anos na bolsa
19
Código CVM
20745
CNPJ
89.096.457/0001-55
Dt. últ. preço
07/08/2026
Dt. últ. resultado
31/03/2026
Dt. próx. resultado
12/08/2026
Free float
44,11 %

Sobre SLC Agrícola

A SLC Agrícola S.A. integra o Grupo SLC, conglomerado de origem familiar fundado em 1945 em Horizontina (RS) por três famílias de imigrantes alemães, inicialmente ligado à fabricação de colheitadeiras automotrizes de grãos. A companhia iniciou suas atividades agrícolas em 1977, com a aquisição da Fazenda Paineira, no município de Coronel Bicaco (RS), dedicada ao cultivo de soja e trigo. Ao longo dos anos 1980, a empresa intensificou a mecanização agrícola em suas operações, apoiada em uma joint venture com a John Deere entre 1979 e 1999, experiência que contribuiu para a adoção de maquinário de alta tecnologia e para a profissionalização da gestão. A partir de 1979, a SLC Agrícola direcionou sua expansão para o Cerrado brasileiro, gradualmente transferindo o foco de investimentos em terras da região Sul para o Centro-Oeste, acompanhando a abertura de novas fronteiras agrícolas do país.

A companhia realizou seu IPO em junho de 2007, quando as ações ordinárias SLCE3 passaram a ser negociadas na B3, tornando-se uma das primeiras empresas genuinamente produtoras de grãos e algodão a acessar o mercado de capitais. Os recursos da oferta primária foram alocados sobretudo à aquisição e arrendamento de terras, correção de solo e compra de máquinas e equipamentos para expansão da área produtiva. Desde então, a SLC Agrícola tem utilizado o mercado de capitais e financiamentos de longo prazo, como o empréstimo de US$ 40 milhões obtido junto ao IFC em 2008, para sustentar um ciclo contínuo de crescimento baseado em ampliação de área plantada, aumento de produtividade e desenvolvimento de parcerias estratégicas. Ao longo da década de 2010, a empresa estruturou joint ventures com grupos como Agro Penido e Mitsui, voltadas ao desenvolvimento e exploração de terras agrícolas, reforçando um modelo de crescimento que combina propriedades próprias, áreas arrendadas e operações em parceria.

O modelo de negócio da SLC Agrícola é centrado na produção em larga escala de commodities agrícolas, com foco em algodão em pluma, soja e milho, além da produção de sementes e iniciativas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF). A companhia atua de forma predominantemente primária, realizando o cultivo, colheita, beneficiamento básico e comercialização de seus produtos, que podem ser destinados tanto ao mercado interno quanto ao externo. Em 2024, a receita líquida consolidada atingiu R$ 6,9 bilhões, com forte concentração em algodão em pluma, soja e milho. O portfólio de atividades descrito no estatuto social inclui, além da agricultura e pecuária, a produção e comercialização de sementes e mudas, o beneficiamento e armazenamento de grãos, a prestação de serviços com máquinas agrícolas e de armazenagem para terceiros, e a comercialização e exportação de produtos agrícolas. A companhia também prevê em seu objeto social atividades agroindustriais como industrialização de cana-de-açúcar, fabricação de açúcar, álcool e óleo vegetal bruto, bem como a comercialização de energia, embora sua geração de receita seja hoje dominada pela produção agrícola de grãos, fibras e sementes.

A composição de receitas evidencia a relevância das principais culturas para o desempenho econômico. Em 2024, o algodão em pluma respondeu por 51,6% da receita líquida, seguido pela soja (incluindo sementes) com 30,3% e o milho com 7,6%. O caroço de algodão, que inclui componentes comerciais e sementes, representou 4,6%, enquanto o rebanho bovino e outras receitas tiveram participação menor. Essa estrutura reflete uma estratégia de diversificação dentro do agronegócio, porém com liderança clara do algodão e da soja. A empresa adota um sistema de safra e segunda safra que aproveita as condições geoclimáticas do Cerrado, utilizando cultivares de ciclo precoce para viabilizar o plantio subsequente de algodão e milho, principalmente em estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Maranhão. A alta mecanização, o uso intensivo de tecnologia, o investimento em pesquisa de variedades e manejo e a gestão de solos visam elevar a produtividade por hectare, com índices internos frequentemente superiores às médias brasileiras em algodão, soja e milho.

Do ponto de vista operacional, a SLC Agrícola organiza suas atividades em dois grandes segmentos econômicos: produção agrícola e negócio de terras. O segmento de produção agrícola engloba o cultivo de algodão, soja, milho e a atividade pecuária vinculada à integração lavoura-pecuária, além da produção de sementes por meio da marca SLC Sementes, que oferece sementes de soja e algodão com foco em potencial produtivo e qualidade de fibra. Já o segmento de terras envolve a gestão do portfólio fundiário, que inclui aquisição, desenvolvimento, eventual venda ou reciclagem de propriedades e contratos de arrendamento de longo prazo. A companhia mantém uma estratégia ativa de expansão de área cultivada por meio de incorporações, joint ventures e novos arrendamentos, como a combinação de negócios com a Terra Santa Agro, o contrato com a Agricola Xingu e a aquisição da Sierentz Agro Brasil, além da ampliação de parcerias com Agro Penido e Agropecuária Rica. Essas operações elevam o potencial de área plantada, diluem custos fixos e buscam ganhos de escala sobre uma base crescente de hectares.

A presença geográfica da empresa é concentrada no bioma Cerrado, com vinte e três unidades produtivas distribuídas por sete estados: Goiás, Mato Grosso, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Bahia, Piauí e Minas Gerais. Essa diversificação regional permite mitigar riscos climáticos específicos de cada área, equilibrando o calendário de plantio e colheita entre diferentes microrregiões. O portfólio de terras sob controle combina áreas próprias e arrendadas, com fazendas de grande escala, algumas organizadas em operações conjuntas com parceiros locais. Em paralelo, a companhia mantém uma base relevante de clientes internacionais, com presença significativa no mercado de exportação. Em 2024, das receitas operacionais líquidas, aproximadamente R$ 5,9 bilhões foram atribuídos ao mercado externo, com destaque para destinos como China, Paquistão, Vietnã, Indonésia e Bangladesh. Nas vendas domésticas, trading companies e grandes indústrias de processamento, como Cargill, Omnicotton e outros grupos do agronegócio, têm participação relevante, representando parcela substancial do faturamento anual.

As operações da SLC Agrícola estão sujeitas a um arcabouço regulatório que abrange tanto a legislação agrária e ambiental quanto regras específicas para produção, armazenamento e comercialização de produtos agrícolas. A companhia atua em conformidade com exigências de licenciamento ambiental estabelecidas por órgãos estaduais e municipais, além de cumprir regras federais relativas ao uso de recursos hídricos, reserva legal e áreas de preservação permanente, em linha com o Código Florestal e o Cadastro Ambiental Rural. O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) fiscaliza etapas como produção, armazenagem, distribuição, importação e exportação de produtos agrícolas e sementes. A empresa declara manter gerenciamento sistemático das licenças e condicionantes ambientais, incluindo monitoramento de áreas de vegetação nativa, controle de uso de insumos e gestão de resíduos e efluentes. Em termos de risco operacional, a companhia reconhece a relevância de fatores climáticos, eventos de incêndio no Cerrado e possíveis mudanças em políticas comerciais globais, como tarifas e quotas de importação que possam afetar o fluxo de exportações de commodities agrícolas.

Na agenda ambiental, social e de governança (ESG), a SLC Agrícola mantém políticas formais como a Política de Desmatamento Zero, que proíbe a conversão de vegetação nativa em áreas próprias e arrendadas a partir de agosto de 2021, e incorpora compromissos como a Moratória da Soja na Amazônia. A companhia declara possuir mais de 100 mil hectares em reservas legais e áreas de preservação permanente, correspondendo a uma fração relevante de suas áreas próprias, e não adotar a prática de queimadas em suas operações. Em termos de gestão ambiental, a empresa conta com certificações como a ISO 14001 e a RTRS (Round Table on Responsible Soy), além de iniciar a certificação de fazendas em padrões de agricultura regenerativa, como o Regenagri. A governança da sustentabilidade envolve o Conselho de Administração, Comitê ESG e estruturas executivas dedicadas, além do Instituto SLC para iniciativas sociais. No campo da inovação, programas como Agro X, Ideias&Resultados e SLC Ventures buscam conectar a operação agrícola a startups, projetos de tecnologia e modelos de venture building, com foco em ganhos de eficiência, redução de emissões e desenvolvimento de novas soluções aplicadas ao agronegócio.

Como emissora de ações ordinárias SLCE3 negociadas na B3, a SLC Agrícola combina a perspectiva de um grande produtor de commodities agrícolas com um portfólio amplo de ativos fundiários no Cerrado e uma base de receitas altamente exposta ao mercado externo. A evolução histórica da empresa inclui a construção de um modelo de negócios intensivo em tecnologia, escala e parcerias estratégicas, alinhado às dinâmicas globais de demanda por algodão, soja e milho. A companhia segue expandindo sua área plantada por meio de aquisições, arrendamentos de longo prazo e joint ventures, enquanto reforça compromissos ambientais e desenvolve iniciativas de inovação voltadas à gestão de produtividade, mitigação de riscos climáticos e adequação a padrões internacionais de sustentabilidade na produção agrícola de larga escala.

Perguntas frequentes sobre SLCE3

Qual a cotação de SLCE3 hoje?

A cotação de SLCE3 em 07/08/2026 é de R$ 13,22. O preço é atualizado conforme os dados mais recentes disponíveis da B3.

SLCE3 paga dividendos?

Nos últimos 12 meses, SLCE3 pagou dividendos e/ou JCP no mês de dezembro, totalizando R$ 0,91 por ação (Dividend Yield de 6,09%). Os pagamentos dependem dos resultados e das decisões do conselho de administração.

Como comprar ações de SLCE3?

Para comprar ações de SLCE3 (SLC Agrícola), é necessário ter conta em uma corretora com acesso à B3. Após isso, basta buscar pelo código SLCE3 e enviar uma ordem de compra pela plataforma da corretora.

Como analisar as ações de SLCE3?

Para analisar SLCE3, considere indicadores como P/L de 20,35, Dividend Yield de 6,09%, ROE de 6,10%, margem líquida de 3,38%. A avaliação deve incluir comparação com empresas do mesmo setor e o histórico financeiro da empresa.