AGRO3

BrasilAgroConsumo Não Cíclico

SCORE 3,5
R$ 19,04-R$ 0,04(-0,21%)
SCORE 3,5+ Carteira

Principais indicadores · Consumo Não Cíclico

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Dividend Yield
3,95 %
Preço/Lucro
N/A
Preço/VPA
0,96
ROE
N/A
ROIC
N/A
Margem líquida
N/A
CAGR Receita líquida 5A
-1,76 %
Market Cap
R$ 1,96 B
Liquidez corrente
1,47
Margem bruta
12,72 %
Preço
R$ 19,04
Preço/Ativos
0,51

Cotação

3,5/10 · fundamentos abaixo da média
Rentabilidade5,2
Consistência0,0
Negociabilidade5,9
Liquidez10,0
Crescimento0,0
Alavancagem0,0

Análise Fundamentalista de AGRO3 (BrasilAgro)

IA

A BrasilAgro é uma companhia brasileira de desenvolvimento agropecuário, com ações negociadas na B3 sob o ticker AGRO3. Inserida no setor de Consumo não Cíclico, no subsetor de Agropecuária e segmento de Agricultura, a empresa atua na aquisição, desenvolvimento e gestão de propriedades rurais com foco em geração de caixa e potencial de valorização. Fundada em 2005 e listada desde 2006, construiu um portfólio diversificado de fazendas em diferentes estados brasileiros e países vizinhos, combinando áreas próprias e arrendadas.

Os fundamentos financeiros divulgados indicam uma margem bruta em patamar moderado para uma operação agrícola, o que sugere sensibilidade a custos e ciclos de preços de commodities. O CAGR de receita líquida em cinco anos negativo aponta para um período recente de retração ou estabilidade de faturamento, que deve ser interpretado em conjunto com a estratégia de compra, venda e desenvolvimento de terras. A alavancagem medida por Dívida Líquida/EBITDA em nível elevado sinaliza estrutura de capital mais pressionada, enquanto os indicadores de liquidez corrente e seca acima de 1,0 sugerem capacidade de curto prazo para honrar obrigações.

A empresa obteve nota 3,5 no Visno Score, resultado que indica equilíbrio entre pontos fortes e fragilidades. A pontuação máxima em liquidez sugere conforto nas obrigações de curto prazo, enquanto a nota baixa em alavancagem e crescimento aponta desafios relevantes na estrutura de capital e na trajetória recente de expansão.

Análise gerada por IA com base na metodologia Visno Score. Dados extraídos de demonstrações financeiras públicas (CVM/B3). Conteúdo informativo — não constitui recomendação de investimento.

Visão dos resultados

Evolução da receita e do lucro líquido

Use o gráfico para visualizar a relação entre o crescimento do negócio e o lucro.

As barras representam a receita; a linha representa o lucro líquido.

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Dados cadastrais

Situação
Fase Operacional
Anos na bolsa
20
Código CVM
20036
CNPJ
07.628.528/0001-59
Dt. últ. preço
31/07/2026
Dt. últ. resultado
31/03/2026
Dt. próx. resultado
03/09/2026
Free float
61,65 %

Sobre BrasilAgro

BrasilAgro – Companhia Brasileira de Propriedades Agrícolas é uma sociedade anônima brasileira fundada em 23 de setembro de 2005, com foco em investimento e operação no agronegócio. Desde a oferta pública inicial de ações em abril de 2006, quando passou a ser negociada na B3 sob o ticker AGRO3, a companhia estruturou um modelo de negócios que combina produção agropecuária em larga escala com a gestão ativa de um portfólio de terras agrícolas. Ao longo de sua trajetória, adquiriu e desenvolveu propriedades em diferentes regiões do Brasil e em países vizinhos, passando por ciclos sucessivos de transformação, exploração produtiva e comercialização desses ativos rurais.

O modelo de negócio da BrasilAgro é baseado em dois vetores econômicos principais: a valorização imobiliária das fazendas e o resultado operacional da produção agropecuária. A empresa dedica-se à aquisição de propriedades rurais com potencial de desenvolvimento, à implementação de infraestrutura, tecnologia e sistemas de cultivo intensivo, e posteriormente à venda total ou parcial dessas áreas, capturando ganhos de capital. Em paralelo, opera de forma direta na produção de grãos, cana-de-açúcar, algodão e pecuária, além de realizar arrendamentos de parte de suas áreas. As ações AGRO3 na B3 representam participação em um negócio que combina características de exploração imobiliária rural com atividade agrícola recorrente, com forte exposição ao ciclo de commodities agrícolas e ao mercado de terras.

Em 30 de junho de 2025, o portfólio da BrasilAgro somava 252.796 hectares de área total, dos quais 188.727 hectares correspondem a área útil para produção, distribuídos em propriedades localizadas em Mato Grosso, Minas Gerais, Maranhão, Bahia, Piauí e São Paulo, além de ativos no Paraguai e na Bolívia. A companhia já adquiriu, desde o início das operações, 18 propriedades em sete estados brasileiros e nos dois países vizinhos, somando mais de 320 mil hectares, e ao longo do tempo vendeu integral ou parcialmente diversas fazendas, reciclando capital e ajustando a composição do portfólio. A estratégia inclui também contratos de arrendamento, tanto como arrendatária – para expandir a base cultivada com menor necessidade de imobilização – quanto como arrendadora, monetizando áreas em estágios distintos de desenvolvimento agrícola.

Do ponto de vista operacional, a BrasilAgro atua em múltiplos segmentos de produção. Em grãos, concentra-se especialmente em soja, milho e feijão, com plantio predominante entre setembro e dezembro e colheita até maio, utilizando práticas de rotação e segunda safra para elevar a produtividade das áreas. Na cana-de-açúcar, cultiva milhares de hectares em diferentes propriedades no Brasil e na Bolívia, com ciclo de corte anual e vida útil média dos canaviais de cerca de sete anos, fornecendo matéria-prima para usinas de açúcar e etanol parceiras. No algodão, dedica áreas relevantes no Centro-Oeste, com colheita geralmente entre junho e agosto e beneficiamento realizado por terceiros. A pecuária é utilizada como componente de diversificação e mitigação de risco climático, com criação na Bahia e engorda a pasto e em confinamento no Paraguai, aproveitando características edafoclimáticas favoráveis às pastagens.

A geração de receita da companhia é diversificada entre a venda de produtos agrícolas e a atividade imobiliária. No exercício encerrado em 30 de junho de 2025, a receita líquida totalizou aproximadamente R$ 1,23 bilhão, composta principalmente por venda de grãos, cana-de-açúcar, algodão, pecuária, arrendamentos, outras receitas operacionais e ganhos com venda de fazendas. Os grãos responderam por cerca de metade da receita operacional líquida, enquanto a cana-de-açúcar representou pouco mais de um terço, com participação menor de algodão, pecuária e arrendamentos. A comercialização de fazendas e a movimentação de valor justo de ativos biológicos também contribuíram de forma relevante para o resultado, reforçando o caráter híbrido entre negócio agrícola e gestão de ativos fundiários. A base de clientes é concentrada em grandes tradings e empresas agroindustriais, com três clientes representando individualmente mais de 10% da receita consolidada em 2025, especialmente nos segmentos de cana e grãos/algodão.

Geograficamente, a BrasilAgro estrutura seu portfólio para diluir riscos climáticos e de mercado entre regiões e países. No Brasil, suas fazendas estão distribuídas por diferentes biomas e zonas de produção agrícola, o que permite escalonar épocas de plantio e colheita e aproveitar janelas distintas de clima e logística. No Paraguai, mantém uma grande propriedade voltada à produção de grãos e pastagens, com sistema de engorda de gado que se beneficia da qualidade de solo e forrageiras locais. Na Bolívia, opera áreas de grãos e cana-de-açúcar, com contratos de fornecimento de cana para usinas locais. As vendas de produção agrícola são direcionadas a clientes situados no Brasil, Paraguai e Bolívia, com uma parcela relevante da soja, milho e algodão destinada à exportação por meio de tradings globais, enquanto parte do milho, do caroço de algodão e de outros subprodutos atende indústrias e pecuária no mercado interno.

A distribuição da produção é baseada essencialmente em transporte rodoviário, com uso intensivo de prestadores de serviços logísticos contratados. Na soja e no milho, a maior parte das operações é realizada na modalidade FOB, em que as tradings são responsáveis pela retirada nas fazendas ou armazéns, embora a companhia também atue na condição CIF em determinados contratos. No segmento de cana-de-açúcar, a BrasilAgro mantém contratos de fornecimento e parcerias rurais de longo prazo com usinas como Brenco e Agro Serra, pelos quais entrega 100% da produção de determinadas fazendas, em regimes que asseguram escoamento regular da safra. Na Bolívia, existem contratos de fornecimento com usinas locais de açúcar e etanol, sem obrigação de volumes mínimos, o que confere flexibilidade produtiva. Em algodão, a pluma é majoritariamente exportada via tradings, enquanto o caroço é escoado para esmagamento ou diretamente à pecuária.

Em termos regulatórios e de sustentabilidade, a BrasilAgro está sujeita a ampla legislação ambiental brasileira nos níveis federal, estadual e municipal, especialmente em temas de licenciamento, uso de recursos hídricos, controle de erosão, gestão de resíduos e manutenção de áreas de preservação. A companhia mantém áreas de reserva legal e de preservação permanente em conformidade com o Código Florestal, com registros no Cadastro Ambiental Rural e programas de recuperação de áreas degradadas quando necessário. Também monitora captações de água superficial e subterrânea, respeitando limites de outorga e realizando análises de qualidade de água para consumo humano. No Paraguai e na Bolívia, segue exigências locais semelhantes quanto a licenças e condicionantes ambientais, com preservação de reservas legais onde aplicável. A adoção de práticas de governança corporativa compatíveis com o Novo Mercado da B3 e a listagem de ADRs na NYSE evidenciam uma estrutura societária voltada à transparência, alinhamento com acionistas e gestão profissional do risco ambiental e operacional no agronegócio.

A estrutura de governança da BrasilAgro reflete sua presença em mercados de capitais no Brasil e no exterior. A companhia foi a primeira produtora agrícola a abrir capital no Novo Mercado da B3 e também a primeira do agronegócio brasileiro a listar ADRs na Bolsa de Nova York, o que impôs padrões elevados de divulgação de informações, controles internos e conformidade. O capital social passou por diferentes aumentos via ofertas de ações e exercício de bônus de subscrição desde o IPO, com diluição e entrada de novos investidores institucionais. O conselho de administração e a diretoria executiva são responsáveis por decisões de alocação de capital entre aquisição de terras, investimentos em produtividade, venda de fazendas e expansão via parcerias e arrendamentos, buscando equilibrar retorno operacional agrícola, valorização imobiliária e gestão de riscos associados ao clima, preços de commodities, câmbio e mercado de terras agrícolas.

Perguntas frequentes sobre AGRO3

Qual a cotação de AGRO3 hoje?

A cotação de AGRO3 em 31/07/2026 é de R$ 19,04. O preço é atualizado conforme os dados mais recentes disponíveis da B3.

AGRO3 paga dividendos?

Nos últimos 12 meses, AGRO3 pagou dividendos e/ou JCP no mês de outubro, totalizando R$ 0,75 por ação (Dividend Yield de 3,95%). Os pagamentos dependem dos resultados e das decisões do conselho de administração.

Como comprar ações de AGRO3?

Para comprar ações de AGRO3 (BrasilAgro), é necessário ter conta em uma corretora com acesso à B3. Após isso, basta buscar pelo código AGRO3 e enviar uma ordem de compra pela plataforma da corretora.

Como analisar as ações de AGRO3?

Para analisar AGRO3, considere indicadores como Dividend Yield de 3,95%. A avaliação deve incluir comparação com empresas do mesmo setor e o histórico financeiro da empresa.