Na quinta-feira, 3 de setembro de 2026, a BrasilAgro (AGRO3) divulgou os resultados do exercício fiscal de 2026, encerrado em 30 de junho de 2026. A companhia registrou prejuízo líquido de R$ 90,0 milhões, frente a lucro de R$ 138,0 milhões em 2025, com receita líquida total de R$ 926,7 milhões, queda de 25% em relação ao ano anterior, e receita líquida de vendas de R$ 895,7 milhões, recuo de 20%.

No período, o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado total somou R$ 99,3 milhões, redução de 63% ante os R$ 267,3 milhões de 2025, enquanto o EBITDA ajustado das operações, que exclui o resultado com venda de fazendas, foi de R$ 97,3 milhões, alta de 11% na mesma base de comparação. A margem EBITDA ajustada total passou de 22% para 11%, e a margem líquida total saiu de 11% para -10%.

A receita líquida operacional atingiu R$ 891,7 milhões em 2026, crescimento de 2% sobre 2025, puxada por soja e milho. A receita de soja aumentou 22%, para R$ 444,8 milhões, e a de milho avançou 52%, para R$ 91,7 milhões, enquanto a de cana-de-açúcar caiu 39%, para R$ 197,5 milhões. As vendas de fazendas geraram receita de R$ 4,1 milhões e ganho de R$ 2,1 milhões, bem abaixo dos R$ 241,3 milhões de receita e R$ 180,1 milhões de ganho registrados em 2025.

Em 2026, o resultado financeiro ficou negativo em R$ 94,4 milhões, ante R$ 80,4 milhões negativos em 2025, influenciado por despesas com juros de R$ 97,2 milhões, 17% superiores às do ano anterior, e por impacto negativo de R$ 54,1 milhões na atualização a valor justo, parcialmente compensados por efeito positivo de R$ 23,6 milhões das variações cambiais e resultado positivo de R$ 14,5 milhões com operações de derivativos. As despesas com vendas somaram R$ 72,5 milhões, alta de 22%, e as despesas gerais e administrativas foram de R$ 68,0 milhões, avanço de 1%.

Ao fim de junho de 2026, o caixa e equivalentes de caixa totalizavam R$ 203,2 milhões, crescimento de 27% em 12 meses, enquanto o endividamento bruto era de R$ 1,0 bilhão, alta de 16%. A dívida líquida alcançou R$ 821,1 milhões e a dívida líquida ajustada, que considera recebíveis de venda de fazendas, foi de R$ 280,5 milhões, equivalente a 2,82 vezes o EBITDA ajustado dos últimos 12 meses. No mesmo período, a administração propôs a distribuição de R$ 30,0 milhões em dividendos, equivalente a R$ 0,3012 por ação, a serem pagos a partir da reserva para investimento e expansão, condicionados à aprovação em assembleia.

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