A Hidrovias do Brasil inaugurou um novo ciclo estratégico ancorado em eficiência e crescimento: reprofilamento da dívida, redução da alavancagem de 7,0x no 4T24 para 4,0x no 2T25 e queda do custo de captação para 108% do CDI após a 4ª emissão de debêntures e a “incorporação de risco Ultra”. No front de crescimento, a companhia detalhou expansão modular no Arco Norte, adicionando +3,0 mi t/ano de capacidade. Este movimento consolida a trajetória de fortalecimento de balanço e execução iniciada nos resultados recordes do 2T25 e na recomposição de capital via 4ª debênture e recompra dos bonds 2031, quando a empresa alongou prazos, reduziu riscos financeiros e direcionou capex para projetos modulares no Norte.
Operacionalmente, o 1S25 trouxe um EBITDA ajustado recorrente de R$ 604 milhões e melhora de ROIC LTM para 2,4% (após 0,4% em 2024), com disciplina em segurança (LTIR de 1,2). Apesar do menor calado no rio Paraná–Paraguai versus 2023, o Corredor Sul cresceu para 2.501 kton no 1S25; em Santos (STS20), após reformas e início das operações de sal, foram 871 kton, em um mercado de fertilizantes com 19 mi t importadas no semestre. A sinalização de custo de capital mais baixo e de execução coordenada dialoga com o Ultra Day 2025 e a integração de governança e capital com a Ultrapar, fórum em que a gestão vem alinhando o foco nos corredores core, a disciplina pós-reperfilamento e o roteiro de funding para sustentar a expansão.
No Arco Norte, a estratégia evolui por fases: Tombador Flutuante na ETC (+1,5 mi t/ano, capex de R$ 94 mi, cronograma 2027) e Cábrea no TUP em operação barge-to-ship (+1,5 mi t/ano, capex de R$ 80 mi, cronograma 2026), enquanto a “Dobra TUP” avança em licenças para otimizar ativos e atender à demanda. Essa agenda de crescimento, sustentada por carteira com predominância de contratos de longo prazo, ganha previsibilidade quando amparada pelo reforço institucional recente — caso da Política Corporativa Anticorrupção aprovada em 11 de agosto de 2025 —, que reduz riscos em licitações, amplia a elegibilidade a financiamentos e fortalece a credibilidade de execução.
Em síntese, a companhia combina alavancagem em queda, custo financeiro otimizado e pipeline modular para capturar crescimento no Norte, enquanto extrai produtividade no Sul e estabiliza Santos após modernização. O quadro reforça a continuidade estratégica: capital fortalecido, governança mais robusta e expansão por módulos, com entregas graduais que tendem a sustentar ROIC e margens no médio prazo.







