No primeiro trimestre de 2026, a Tegma Gestão Logística (TGMA3) registrou lucro líquido de R$ 39 milhões, recuo de 11% em relação aos R$ 44 milhões do 1T25. A companhia atribui a queda de 2,5 pontos percentuais na margem líquida à redução da margem operacional, à menor equivalência operacional e ao aumento do resultado financeiro.
A receita líquida atingiu R$ 521 milhões no 1T26, avanço de 18% frente aos R$ 440 milhões de igual período de 2025, impulsionada pelo maior volume de veículos transportados e pelo aumento da distância média, mesmo após a perda do contrato de transporte de granéis no 2T25. O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado somou R$ 74 milhões, crescimento de 8% sobre os R$ 69 milhões do 1T25, com margem EBITDA de 14,2%, abaixo dos 15,6% de um ano antes, em razão da menor receita de pátios e do descasamento no repasse do aumento do diesel aos fornecedores.
Na divisão de Logística Automotiva, a receita líquida foi de R$ 480 milhões no 1T26, alta de 22% frente aos R$ 395 milhões do 1T25, apoiada no crescimento da quantidade de veículos transportados e da distância média, além da contribuição da Fastline. O EBITDA da divisão foi de R$ 66 milhões, contra R$ 61 milhões um ano antes, e a margem EBITDA caiu de 15,3% para 13,7%, impactada pela redução dos serviços de gestão de pátios e pelo repasse parcial da alta do diesel.
Na Logística Integrada, a receita líquida recuou 10% no 1T26, para R$ 41 milhões, ante R$ 46 milhões no 1T25, principalmente pela descontinuação de um contrato de transporte, parcialmente compensada por novos negócios e reajustes. O EBITDA da divisão subiu de R$ 8 milhões para R$ 9 milhões, com margem EBITDA passando de 18,3% para 21,1%, reflexo da queda de despesas e de receitas não recorrentes.
A joint venture GDL apresentou receita líquida de R$ 53 milhões no 1T26, queda de 21% em relação aos R$ 67 milhões do 1T25, afetada pela redução de volumes de serviços e pela valorização cambial. O lucro líquido da GDL diminuiu de R$ 13 milhões para R$ 3 milhões, com margem líquida de 5,8%, influenciado por custos com pátios extras para atender picos de demanda que não geraram receita no trimestre.
O fluxo de caixa livre no 1T26 foi positivo em R$ 71 milhões, abaixo dos R$ 92 milhões do 1T25, devido a menor liberação de capital de giro e maior desembolso de investimentos, que somaram R$ 12 milhões no trimestre, sendo R$ 5,8 milhões em benfeitorias e aquisição de terrenos. Em março de 2026, a Tegma apresentava dívida bruta de R$ 125 milhões, caixa de R$ 184 milhões e posição de dívida líquida negativa em R$ 59 milhões, com indicador dívida líquida/EBITDA dos últimos 12 meses não aplicável. A companhia manteve rating de crédito local “A” com perspectiva estável, e informou que o ROIC e o ROE ficaram próximos aos níveis do 4T25, enquanto o pagamento de dividendos em 2025 permaneceu acima da política mínima de 50% do lucro líquido ajustado, com dividendos intermediários adicionais de R$ 100,2 milhões.








