Com lucro líquido de R$ 81 milhões, receita operacional líquida de R$ 690 milhões (+27% a/a; +24% t/t) e EBITDA Ajustado recorrente de R$ 348 milhões (margem de 50%), o 2T25 marca resultados recordes para a Hidrovias do Brasil. O desempenho combinou manutenção das condições de navegação no Corredor Sul e reajustes tarifários no Corredor Norte. No Norte, a receita foi de R$ 307 milhões (+17% a/a) e o EBITDA de R$ 194 milhões (+16% a/a), beneficiados também pela queda de 10% nos custos ante a ausência da taxa à CDP vista no 2T24. No Sul, a receita atingiu R$ 284 milhões (+48% a/a) e o EBITDA R$ 140 milhões, com avanço de volumes em minério de ferro. A Navegação Costeira, ainda classificada como operação descontinuada, somou R$ 68 milhões em receita (+7% a/a) e EBITDA de R$ 24 milhões (margem de 35%, vs 48% no 2T24), impactada por impairment de R$ 44 milhões após o anúncio de venda em fevereiro de 2025; em Santos, a receita foi de R$ 31 milhões e o EBITDA de R$ 10 milhões.
Do lado financeiro, a empresa registrou despesa líquida de R$ 106 milhões, ao mesmo tempo em que reforçou o balanço com a 4ª debênture de R$ 1.382 milhões e a recompra parcial dos bonds 2031, reduzindo a exposição cambial de 65% no 1T25 para 38% no 2T25; o prazo médio ficou em 4,5 anos e o custo médio em 102,7% do CDI. O aumento de capital de R$ 1,2 bilhão, com R$ 700 milhões de caixa no trimestre e realização de controle originário pela Ultrapar, somado à geração de caixa operacional de R$ 307 milhões e capex de R$ 91 milhões direcionado a projetos modulares no Norte, sustenta a agenda de crescimento. Esse fortalecimento de governança e capital é coerente com o pacote de integridade recentemente reforçado, em especial a Política Corporativa Anticorrupção aprovada em 11 de agosto de 2025, que eleva padrões de compliance, reduz riscos em contratos críticos e tende a facilitar acesso a capitais e financiamentos condicionados a critérios de integridade.
À medida que os reajustes tarifários no Corredor Norte e a expansão no Sul ganham tração, a disciplina concorrencial torna-se vetor de sustentabilidade das margens e de previsibilidade em licitações, consórcios e relações com concorrentes e entidades setoriais. Nesse sentido, a Política Corporativa Concorrencial aprovada em 11 de agosto de 2025 funciona como guarda-chuva para negociações de preços, renovação de contratos e participação em projetos, ao definir fronteiras para trocas de informação sensível e exigir governança jurídica prévia em atos de concentração. Em conjunto, os números do 2T25 consolidam a virada operacional do 1S25 (lucro de R$ 104 milhões versus prejuízo no 1S24) e preparam terreno para a continuidade dos investimentos estratégicos no Corredor Norte, com menor risco regulatório e melhor acesso a funding.







