A aprovação da Política Corporativa Anticorrupção pela Hidrovias do Brasil (HBSA3), em 11 de agosto de 2025, eleva o patamar de governança ao detalhar regras de prevenção e combate à corrupção, à lavagem de dinheiro e ao financiamento ao terrorismo. O texto veda vantagens indevidas, proíbe doações políticas institucionais, exige due diligence reputacional de parceiros, reforça controles internos e rastreabilidade documental, define critérios para contratações envolvendo agentes públicos (com quarentena e ausência de conflitos), e impõe limites claros para hospitalidades e brindes. A política também institucionaliza treinamentos obrigatórios e o uso de um Canal de Ética independente, com proteção contra retaliações.
Este movimento dá continuidade ao reforço do Programa de Integridade e se integra à Política Corporativa Concorrencial aprovada em 11 de agosto de 2025, que estruturou diretrizes antitruste para relações com concorrentes, participação em associações e condutas em licitações. Em conjunto, as duas políticas formam um arcabouço complementar: enquanto a anticorrupção foca na integridade de interações com agentes públicos e terceiros (incluindo cláusulas contratuais anticorrupção e due diligence), a concorrencial disciplina trocas de informação, condutas em certames e a necessidade de governança jurídica prévia em consórcios, além de prever treinamentos e o mesmo canal de denúncias.
Na prática, a convergência entre as duas frentes consolida uma estratégia de compliance abrangente, que reduz riscos legais e reputacionais em operações críticas ao negócio — como licitações, contratos de longo prazo e relações governamentais —, ao mesmo tempo em que fortalece a confiabilidade dos registros financeiros e a rastreabilidade operacional. Para investidores, o pacote sinaliza maturidade de governança e alinhamento a referenciais como a Lei 12.846/2013 e a FCPA, facilitando acesso a capitais e financiamentos que exigem padrões de integridade mais elevados. Ao amarrar regras de mercado e anticorrupção sob um mesmo programa, a companhia cria coerência entre cultura, processos e controles, favorecendo execução disciplinada e previsibilidade de riscos.







