Na segunda-feira, 4 de maio de 2026, a Hidrovias do Brasil (HBSA3) divulgou que registrou prejuízo líquido de R$ 34 milhões no primeiro trimestre de 2026, ante prejuízo de R$ 2 milhões no 1T25 e de R$ 280 milhões no 4T25. A receita operacional líquida somou R$ 445 milhões, queda de 20% em relação ao 1T25 e de 13% frente ao 4T25, refletindo principalmente a venda da operação de Navegação Costeira concluída em novembro de 2025 e menores volumes no Brasil.

O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado recorrente atingiu R$ 182 milhões no 1T26, recuo de 29% ante o 1T25, mas alta de 14% na comparação com o 4T25, influenciado por menores custos e despesas. Considerando apenas as operações continuadas, o EBITDA ajustado recorrente foi de R$ 182 milhões, ante R$ 235 milhões um ano antes.

No Brasil, o volume total movimentado foi de 2.126 mil toneladas, queda de 8% na comparação anual, com destaque para o Norte, que recuou 12%, enquanto Santos cresceu 8%. A receita operacional líquida do país foi de R$ 249 milhões, redução de 11% sobre o 1T25, e o EBITDA ajustado recorrente do segmento ficou em R$ 111 milhões, 22% abaixo do mesmo período. No Paraguai, o volume movimentado foi de 1.076 mil toneladas, praticamente estável ante o 1T25, com receita operacional líquida de R$ 196 milhões (-6%) e EBITDA ajustado recorrente de R$ 71 milhões (-23%).

Os custos operacionais excluindo depreciação totalizaram R$ 243 milhões no 1T26, queda de 3% frente ao 1T25 e de 13% na comparação com o 4T25. As despesas operacionais, também sem depreciação, foram de R$ 38 milhões, redução de 30% em relação ao 1T25 e de 57% ante o 4T25, influenciadas principalmente por menor provisão para contingências e menores gastos com consultorias e projetos. A despesa financeira líquida foi de R$ 119 milhões, acima dos R$ 79 milhões do 1T25 e dos R$ 90 milhões do 4T25, em função do maior custo da dívida líquida com a alta do CDI e de efeito cambial positivo registrado no 1T25.

A dívida líquida da Hidrovias do Brasil encerrou o primeiro trimestre de 2026 em R$ 2.435 milhões, aumento de 10% frente ao 4T25 e queda de 38% em relação ao 1T25, com alavancagem de 2,7 vezes o EBITDA dos últimos 12 meses, ante 5,8 vezes um ano antes. Os investimentos somaram R$ 37 milhões no trimestre, redução de 68% frente ao 1T25 e de 63% em comparação com o 4T25, enquanto o fluxo de caixa das atividades operacionais consumiu R$ 25 milhões, após geração de R$ 110 milhões no 1T25 e de R$ 219 milhões no 4T25.

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