Nesta quinta-feira, 28 de agosto de 2025, a São Carlos Empreendimentos e Participações (SCAR3) informou a celebração do 1º Aditamento ao Acordo de Acionistas e Outras Avenças e do 1º Aditamento ao Acordo de Acionistas sobre Direito de Voto e Outras Avenças, para formalizar alterações decorrentes de transferências de participações dentro do bloco de controle. Feito em atendimento à Resolução CVM 44/2021 e aos arts. 118 e 157 da Lei das S.As., o ajuste atualiza participantes e percentuais vinculados aos acordos, reforçando transparência e previsibilidade sobre direitos de voto e de bloqueio entre controladores. Embora não envolva novas operações, o movimento é relevante à governança ao manter os instrumentos societários aderentes à dinâmica interna da base de controle.
Do ponto de vista estratégico, o aditamento ocorre em um ciclo de reconfiguração da companhia, no qual a gestão vem reduzindo exposição a ativos próprios e privilegiando estruturas mais leves de capital. Esse reposicionamento ganhou tração com a venda de um portfólio de oito ativos de escritório por R$ 837,2 milhões, transação que combinou liquidez imediata, participação via FII e receita de consultoria. Em fases assim, é comum que rearranjos de participações entre membros do bloco controlador demandem atualização dos acordos para refletir percentuais, quóruns e mecanismos de voto coerentes com a nova matriz de decisões e com os próximos passos de alocação de capital.
Na mesma direção, os indicadores mais recentes já evidenciavam a transição de portfólio da São Carlos. Os números do 2T25 consolidaram a estratégia asset light e de reciclagem acelerada, com desmobilizações relevantes, redução de despesas e avanço operacional em escritórios, ainda que com pressão financeira de curto prazo. Em termos de governança, ajustes como o divulgado hoje preservam a coerência entre quem decide, com quais percentuais e sob quais regras, especialmente quando a companhia combina receitas de imóveis, consultoria a FIIs e rotação seletiva de ativos. Esse pano de fundo também se expressa em movimentos táticos, como a venda da loja de rua em São Vicente com ganho de 25,3% e cap rate de 7,0%, que exemplifica monetização disciplinada de ativos maduros e ajuda a explicar a necessidade de manter os acordos de acionistas atualizados.







