A Apresentação 2025 da EcoRodovias confirma tração operacional e financeira: LTM até 30/06/2025 com receita líquida ajustada de R$ 6,9 bilhões, EBITDA ajustado de R$ 5,1 bilhões e lucro de R$ 808 milhões. Em base comparável, o 1S25 avançou 13,4% em receita e 17,2% em EBITDA, enquanto o tráfego 7M25 cresceu 18,5% (4,2% na base comparável), com mix mais robusto de pesados (58,9%). Este resultado consolida a recuperação observada ao longo do ano, em linha com o crescimento de 4,5% no tráfego comparável no 1S25, e sustenta a monetização gradual das novas praças que entraram em operação.
No pilar de modernização, a companhia acelerou Free Flow, ampliou meios de pagamento digitais (91,8% da arrecadação no 2T25) e implementou pesagem em movimento com autuação. Esse avanço tecnológico se conecta à expansão de capacidade em corredores críticos, ao dar continuidade à estratégia de reforço do Sistema Anchieta-Imigrantes e ao pipeline de obras que elevam produtividade e segurança, convergindo com o termo aditivo da 3ª pista dos Imigrantes com reequilíbrio favorável, que adiciona fontes de receita regulatória e prepara o sistema para maior demanda de pesados.
O capex de R$ 2,115 bilhões no 1S25 – com terceiras faixas, duplicações em BR-135 e BR-050 e intervenções na Dutra – avança a execução do ciclo de investimentos em concessões recém-assumidas (Araguaia, Rio Minas, Noroeste Paulista) e em ativos maduros. A narrativa de longo prazo é reforçada por um portfólio com duração ponderada pelo EBITDA de cerca de 19 anos, coerente com a renovação da concessão da BR-101/ES/BA por mais 24 anos, que amplia previsibilidade de caixa para sustentar o pipeline de leilões no 3T e 4T25 e a captura de valor via reequilíbrios contratuais e reajustes tarifários.
Na frente financeira, a dívida líquida de R$ 19,7 bilhões (3,9x) já reflete maior participação de dívida alocada nas concessões (71%) e um perfil de vencimentos concentrado a partir de 2026; pro forma, a alavancagem cai para 3,6x com a consolidação da Ecovias Raposo Castello. O próximo passo é substituir o empréstimo-ponte da Noroeste Paulista por financiamento de longo prazo, etapa que dá sequência à disciplina de passivos inaugurada pelo liability management com 16ª emissão de debêntures e Exchange Offer, alongando prazos, reduzindo spreads e sincronizando amortizações ao pico de capex e à maturação dos novos contratos.







