A EcoRodovias e a ECS concluíram a 16ª emissão de debêntures da ECS (R$ 2,0 bilhões, CDI+1,20% a.a., vencimento em jul/2031) e a Exchange Offer com adesão de ~93%, realocando as 11ª (ago/2027, CDI+1,60%), 12ª (jun/2026, CDI+2,65%) e 13ª 1ª série (out/2028, CDI+1,85%) para 2029–2031. O movimento dá continuidade à agenda de liability management sinalizada nos resultados do 2T25, quando o conselho aprovou a emissão de R$ 2,0 bilhões, endereçando a pressão de despesas financeiras e preservando a trajetória de alavancagem.

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Ao alongar o perfil e reduzir spreads, a companhia sincroniza amortizações com o novo ciclo de investimentos: no ano, o pacote incluiu o financiamento de longo prazo da Ecovias Rio Minas (R$ 8,5 bi, 2047), além das debêntures da Ecovias Imigrantes (R$ 1,4 bi, 2032) e da Ecovias Raposo Castello (R$ 2,2 bi, 2029). Esse desenho de prazos é coerente com a renovação da concessão da BR-101/ES/BA por mais 24 anos, que amplia a previsibilidade de caixa e justifica o alongamento das dívidas no mesmo horizonte de concessões maduras. Com maturidades distribuídas, a empresa reduz risco de refinanciamento, captura custo menor (CDI+1,20%) e cria folga para absorver o pico de capex das novas frentes. Além de suavizar o cronograma, a troca melhora a qualidade do passivo ao concentrar instrumentos em condições padronizadas e com maior liquidez, fortalecendo a ECS como veículo de funding do grupo.

No front de crescimento, a gestão ativa do passivo sustenta projetos com retorno regulatório e horizonte de longo prazo, como o termo aditivo da 3ª pista dos Imigrantes com reequilíbrio favorável. Esse pipeline explica a decisão de realocar vencimentos para 2029–2031, alinhando financiamento, execução e geração futura de caixa. A companhia também divulgou o cronograma de amortização antes e após a operação (excluindo intercompany), reforçando transparência e disciplina financeira, e reiterou seu compromisso com as obrigações como emissora do Novo Mercado.

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