A EcoRodovias (ECOR3) anunciou na quinta-feira que manteve o controle da concessão da BR-101/ES/BA por mais 24 anos, após vencer processo competitivo supervisionado pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A decisão garante receitas da principal rodovia federal do país até 2049 e reforça a posição da companhia no setor de infraestrutura.
O processo competitivo, concluído em 26 de junho, confirma o desfecho do leilão anunciado em junho para a relicitação da BR-101, quando a companhia havia assinado o sétimo termo aditivo para estender a suspensão durante o processo. A vitória no certame consolida a estratégia da EcoRodovias de manter ativos de longo prazo com previsibilidade operacional, abordagem similar à adotada com o Ecoporto Santos, que celebrou contrato de transição de 12 meses para garantir continuidade operacional.
Com a publicação do resultado e o cumprimento das condições precedentes, será celebrado o Termo Aditivo para otimização e modernização do contrato de concessão. As condições foram estabelecidas pelo TCU nos Acórdãos 1.996/2024 e 513/2025, que definem os parâmetros técnicos e financeiros para a extensão da concessão.
A extensão por 24 anos representa estabilidade regulatória significativa para a EcoRodovias, oferecendo previsibilidade de fluxo de caixa em um dos principais ativos da companhia. O trecho da BR-101 sob gestão da empresa registra alto volume de tráfego e é fonte consistente de receitas através da cobrança de pedagios. A importância estratégica deste ativo fica evidente quando consideramos que a empresa registrou EBITDA ajustado de R$ 1,25 bilhão no primeiro trimestre de 2025, com crescimento de 15,3%, demonstrando a capacidade de geração de caixa do portfólio atual de concessões.
Investidores devem acompanhar os detalhes do Termo Aditivo, que definirá investimentos obrigatórios em melhorias e expansão da rodovia, além de eventuais reajustes tarifários. A confirmação da concessão reforça a tese de investimento em infraestrutura de longo prazo da EcoRodovias, especialmente em um contexto onde a companhia tem expandido seu portfólio com novos ativos como a Ecovias Raposo Castello e Ecovias Noroeste Paulista, que contribuíram para o crescimento de 7% no tráfego consolidado no primeiro trimestre.







