A EcoRodovias (ECOR3) reportou lucro líquido de R$ 203,9 milhões no segundo trimestre de 2025, queda de 23,9% ante o mesmo período de 2024. Apesar da retração no resultado final, a companhia registrou sólido desempenho operacional, com EBITDA ajustado disparando 19% para R$ 1.363,2 milhões e margem chegendo a 74,9%, consolidando a trajetória de expansão operacional observada desde o primeiro trimestre, quando a empresa já demonstrava forte capacidade de geração de caixa com margem EBITDA de 75,2%.

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O forte crescimento operacional foi impulsionado pelo aumento de 27,2% no tráfego consolidado e pelo início da arrecadação de pedágio em novas concessões. A Ecovias Noroeste Paulista iniciou cobrança em três praças a partir de março, enquanto a Ecovias Raposo Castello começou operação parcial no mesmo período. O tráfego comparável, excluindo essas novas operações, ainda assim cresceu 3,3%, confirmando a tendência positiva que se manteve consistente ao longo do semestre, conforme evidenciado pelo crescimento de 4,5% no tráfego comparável acumulado do primeiro semestre.

A receita líquida ajustada atingiu R$ 1.818,9 milhões (+17,1%), beneficiada pelos reajustes tarifários aplicados em maio na Ecovias Noroeste Paulista (+5,48%) e em abril na Ecovias Norte Minas (+6,25%). Os custos operacionais foram controlados, com os custos caixa ajustados crescendo apenas 5,4%, inferior à inflação medida pelo IPCA. Este desempenho operacional ganha relevância adicional considerando a renovação da concessão da BR-101/ES/BA por mais 24 anos, que garante estabilidade regulatória e previsibilidade de fluxo de caixa para um dos principais ativos da companhia até 2049.

O resultado financeiro negativo se deteriorou significativamente, atingindo R$ 614,2 milhões ante R$ 402,5 milhões no 2T24, reflexo do cenário de juros elevados e maior endividamento. A alavancagem permaneceu estável em 3,9x dívida líquida/EBITDA. A companhia investiu R$ 1.171,9 milhões em capex no trimestre, focando em ampliação de capacidade e melhorias nas concessões, movimento que se alinha com projetos estratégicos como a futura 3ª pista da Rodovia dos Imigrantes, cujos estudos e projetos foram formalmente incorporados ao escopo da concessionária através de termo aditivo com reequilíbrio contratual favorável.

Em julho, o Conselho de Administração aprovou emissão de R$ 2,0 bilhões em debêntures para refinanciamento de dívidas e reforço de capital de giro. Os acionistas também aprovaram distribuição de dividendos de R$ 214,7 milhões, com pagamento iniciando em 29 de agosto. O mercado deve acompanhar a evolução do tráfego e o impacto dos investimentos em novas capacidades nos próximos trimestres.

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