A Motiva (MOTV3) anunciou nesta sexta-feira a aprovação da 16ª emissão de debêntures de sua controlada AutoBAn no valor de R$ 2,5 bilhões. O conselho de administração da Concessionária do Sistema Anhangüera-Bandeirantes aprovou a operação, que será direcionada exclusivamente para investidores profissionais.
Os recursos captados serão destinados ao pré-pagamento integral das debêntures emitidas na 14ª emissão da companhia, caracterizando uma operação de refinanciamento. Parte dos recursos também será aplicada no custeio de despesas relacionadas a projetos de infraestrutura já descritos nos documentos da emissão, seguindo as diretrizes da Lei 12.431 e Decreto 11.964.
A emissão será estruturada em duas séries de debêntures simples, não conversíveis em ações, da espécie quirografária. A distribuição pública ocorrerá sob regime de garantia firme de colocação, utilizando o rito de registro automático conforme a Resolução CVM 160/2022.
A AutoBAn é uma das principais concessionárias de rodovias do país, operando o Sistema Anhangüera-Bandeirantes. A operação de refinanciamento demonstra a estratégia da Motiva em otimizar o perfil de endividamento de suas controladas, aproveitando condições favoráveis do mercado de capitais para alongar prazos e reduzir custos financeiros.
Esta nova captação dá continuidade à estratégia financeira agressiva da companhia, que em maio já havia aprovado a 18ª emissão de debêntures no valor de R$ 1,32 bilhão, sinalizando a busca por recursos para reforço de caixa e investimentos em infraestrutura. A soma das duas operações totaliza R$ 3,82 bilhões em captações recentes, evidenciando o apetite do mercado pelas operações da Motiva.
O movimento alinha-se com a estratégia de investimentos robustos da companhia, que recentemente destinou R$ 1,1 bilhão para modernização do sistema de sinalização ETCS-N2 nas linhas 8 e 9 da ViaMobilidade, demonstrando o compromisso com a atualização tecnológica de suas concessões. A operação de refinanciamento da AutoBAn segue o mesmo padrão de otimização de custos e aproveitamento de condições favoráveis do mercado de capitais.
Os recursos para projetos de infraestrutura ganham relevância adicional no contexto dos resultados sólidos reportados no primeiro trimestre de 2025, quando a companhia registrou lucro líquido ajustado de R$ 539 milhões e EBITDA de R$ 2,356 bilhões, demonstrando capacidade de geração de caixa para sustentar os investimentos programados. A performance operacional positiva fortalece a posição da empresa no mercado de capitais para estas captações sucessivas.







