MOTV3
SCORE 7,7Principais indicadores · Transporte e Logística
Ver todos →Cotação
Visno Score
Como calculamos o score →Análise Fundamentalista de MOTV3 (Motiva)
IAMotiva é uma empresa do setor de Bens Industriais, atuando no subsetor de Transporte, segmento de Exploração de Rodovias, com ações negociadas na B3 sob o ticker MOTV3. A companhia presta serviços públicos por meio de concessões rodoviárias, metroviárias e aeroportuárias, além de atuar em meios de pagamento e outros serviços relacionados à infraestrutura de transporte. Seu modelo de negócio está baseado em contratos de concessão de longo prazo, típicos do setor, que envolvem operação, manutenção e, em alguns casos, expansão de ativos de mobilidade.
Os fundamentos financeiros divulgados sugerem uma companhia com rentabilidade relevante, refletida em ROE e margens líquida e EBIT elevadas para um negócio intensivo em capital. O crescimento de receita e, sobretudo, do lucro líquido em cinco anos indica expansão e possível ganho de eficiência operacional. A alavancagem medida por Dívida Líquida/EBITDA em torno de 3,5 vezes aponta para um nível de endividamento que merece acompanhamento, comum em concessões de infraestrutura. Já os indicadores de liquidez corrente e seca acima de 1,7 sugerem conforto de curto prazo para honrar obrigações.
A empresa obteve nota 7,7 no Visno Score, o que indica equilíbrio entre diferentes dimensões de qualidade. Destacam-se positivamente a consistência, com histórico que sugere resultados recorrentes, e a liquidez, apontando fundamentos sólidos para obrigações de curto prazo, enquanto a alavancagem aparece em patamar intermediário dentro da avaliação.
Análise gerada por IA com base na metodologia Visno Score. Dados extraídos de demonstrações financeiras públicas (CVM/B3). Conteúdo informativo — não constitui recomendação de investimento.
Visão dos resultados
Evolução da receita e do lucro líquido
Use o gráfico para visualizar a relação entre o crescimento do negócio e o lucro.
As barras representam a receita; a linha representa o lucro líquido.
Últimas notícias de MOTV3
Ver todas →Dados cadastrais
- Subsetor
- Transporte
- Site
- ccr.com.br
- Situação
- Fase Operacional
- Anos na bolsa
- 24
- Código CVM
- 18821
- CNPJ
- 02.846.056/0001-97
- Dt. últ. preço
- 07/08/2026
- Dt. últ. resultado
- 30/06/2026
- Dt. próx. resultado
- 12/11/2026
- Free float
- 44,96 %
Sobre Motiva
Motiva Infraestrutura de Mobilidade S.A. é uma companhia aberta brasileira constituída em 1998, originada da reunião de participações em diferentes concessões rodoviárias como AutoBAn, NovaDutra, ViaLagos e RodoNorte. Ao longo de sua trajetória, passou por sucessivas reorganizações societárias, mudanças em seu bloco de controle e movimentos de diversificação de portfólio dentro do setor de infraestrutura de transporte. Em 2000, obteve o registro de companhia aberta e, em 2002, tornou-se a primeira empresa a celebrar contrato de participação no Novo Mercado da então B3, segmento voltado a elevados padrões de governança corporativa. As ações ordinárias da Motiva são negociadas na B3 sob o ticker MOTV3, que passou a substituir o antigo código CCRO3 a partir de maio de 2025.
O controle da Motiva historicamente esteve ligado a grupos de engenharia e concessões, com relevância dos grupos Camargo Corrêa (atual Grupo Mover), Andrade Gutierrez e Soares Penido em sua formação. A estrutura societária passou por diversos ajustes, incluindo entrada e saída de acionistas, cisões de veículos de investimento e reorganizações internas. Um marco recente ocorreu em 2022, quando Itaúsa e Votorantim firmaram contrato para aquisição da totalidade das ações detidas pela AGPar na companhia, operação concluída em setembro daquele ano. Com isso, o bloco de controle passou a ser composto por Grupo Mover, Grupo Opper, Itaúsa e Votorantim, organizados por meio de um novo acordo de acionistas que rege o exercício de direitos políticos e patrimoniais e busca conferir estabilidade à condução dos negócios.
O modelo de negócios da Motiva é baseado na exploração de concessões de infraestrutura de transporte e mobilidade, com foco predominante em rodovias pedagiadas, sistemas metroferroviários urbanos e aeroportos. A companhia atua como operadora e gestora de ativos concedidos, obtendo receitas principalmente por meio de tarifas de pedágio em rodovias, tarifas de transporte de passageiros em trilhos e receitas aeroportuárias. Em 2024, 57,5% da receita bruta, desconsiderando a receita de construção, foi gerada pela tarifa de pedágio nas concessões rodoviárias. A empresa opera pedágios manuais e sistemas de identificação automática, incluindo tecnologia de free flow, implantada de forma pioneira por meio da controlada RioSP, que permite a cobrança eletrônica sem praças físicas tradicionais.
Os negócios da Motiva estão organizados em três segmentos operacionais principais: Rodovias, Trilhos e Aeroportos. No segmento rodoviário, a empresa administrava, em 31 de dezembro de 2024, 4.475 quilômetros de rodovias concedidas em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, por meio de concessionárias como AutoBAn, ViaOeste, SPVias, RodoAnel Oeste, RioSP, ViaLagos, MSVia, ViaSul, ViaCosteira, PRVias e Rota Sorocabana, além de participações em ViaRio e Renovias. As concessões envolvem a operação, manutenção, ampliação e modernização da infraestrutura viária, com obrigações de investimento mais intensas nos primeiros anos de cada contrato. Em 2024, o tráfego anual nas rodovias operadas alcançou mais de 1,2 bilhão de veículos equivalentes, com forte correlação histórica entre o volume de tráfego e a variação do PIB brasileiro.
No segmento de trilhos, a Motiva participa da operação de sistemas metroferroviários e VLT em regiões metropolitanas de grande densidade populacional. Entre as concessões estão Metrô Bahia, ViaQuatro (Linha 4 do Metrô de São Paulo), ViaMobilidade Linhas 5 e 17, Linha 15, VLT Carioca, ViaMobilidade Linhas 8 e 9 e outras sociedades de propósito específico ligadas a sistemas de transporte sobre trilhos e serviços correlatos. Esse segmento concentra a prestação de serviços públicos de transporte de passageiros urbanos sob regime de concessão, com receitas baseadas em tarifas, contratos de contraprestação pública e, em alguns casos, receitas acessórias como exploração comercial de espaços. A presença em trilhos reforça a estratégia de diversificação modal e amplia a exposição da companhia ao transporte coletivo de alta capacidade.
O segmento aeroportuário da Motiva reúne concessões no Brasil e no exterior, incluindo participação em 20 aeroportos, dos quais 17 localizados em diversos estados brasileiros e 3 no exterior, em Quito (Equador), San José (Costa Rica) e Curaçao. No Brasil, destacam-se o Aeroporto Internacional de Confins (BH Airport), o Bloco Sul e o Bloco Central de aeroportos concedidos, além do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, explorado por 30 anos em concessão estadual. No exterior, a companhia integra consórcios que operam o Aeroporto Internacional Mariscal Sucre, em Quito; o Aeroporto Internacional Juan Santamaría, na Costa Rica, cuja concessão foi prorrogada até 2036; e o aeroporto internacional de Curaçao. As receitas nesses ativos abrangem tarifas aeroportuárias, serviços a companhias aéreas, concessões comerciais e outras fontes típicas do setor.
Geograficamente, a Motiva apresenta forte concentração de ativos no território brasileiro, mas com presença internacional relevante via concessões aeroportuárias. No Brasil, suas rodovias federais e estaduais formam uma malha que conecta importantes corredores logísticos e regiões metropolitanas em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além de uma concessão municipal de via urbana no município do Rio de Janeiro (ViaRio, responsável pela ligação Transolímpica). Nos trilhos, os sistemas se concentram em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, reforçando a atuação em grandes centros urbanos. No plano internacional, a exposição ao tráfego de passageiros em aeroportos de destinos turísticos e de negócios adiciona diversificação geográfica e de demanda à base de receitas consolidada.
As atividades da Motiva são fortemente influenciadas pela regulação estatal e pelos contratos de concessão firmados com poderes concedentes federais, estaduais e municipais. A companhia opera sob o marco das leis de concessões, PPPs, licitações e legislações específicas para rodovias, ferrovias e sistemas de livre passagem, além de normas da ANTT para rodovias federais, de agências reguladoras estaduais como a ARTESP em São Paulo e da ANAC no setor de aviação civil. Os contratos de concessão estabelecem prazos, regras de reajuste tarifário atreladas a índices de inflação, investimentos obrigatórios, mecanismos de recomposição do equilíbrio econômico-financeiro e as condições para reversão de bens ao poder concedente ao término das concessões, inclusive com previsão de indenização por investimentos não amortizados.
Do ponto de vista econômico-financeiro, a Motiva apresenta perfil típico de companhia de infraestrutura intensiva em capital, com endividamento significativo e ciclos de investimento concentrados, especialmente em fases iniciais de novas concessões. Em 2024, a receita líquida, excluída a receita de construção, superou R$ 14 bilhões, com geração de EBITDA e EBITDA ajustado compatível com o modelo de negócios baseado em contratos de longo prazo. A carteira de clientes é pulverizada, sem concentração superior a 10% da receita líquida em um único cliente, reflexo da natureza de prestação de serviços a usuários de rodovias, sistemas metroviários e aeroportos. A listagem no Novo Mercado e a presença em índices como Ibovespa, IBrX-50, IBrX-100, IGC e ISE reforçam práticas de governança corporativa, transparência e integração de aspectos ambientais, sociais e de governança na estratégia de longo prazo.
Em sua atuação, a Motiva está inserida em um ambiente em que temas de sustentabilidade, segurança viária, mobilidade urbana e eficiência energética ganham relevância crescente. As concessões exigem padrões de manutenção, níveis de serviço e indicadores de desempenho que impactam diretamente a qualidade da infraestrutura oferecida e a experiência dos usuários. A companhia destaca a intenção de contribuir para o desenvolvimento econômico e social das regiões onde opera por meio da melhoria da mobilidade e da infraestrutura de transporte terrestre, sobre trilhos e aeroportuária, alinhando investimentos de longo prazo à necessidade de ampliação e modernização da malha logística e de transporte de passageiros no Brasil e em mercados selecionados no exterior.
Perguntas frequentes sobre MOTV3
Qual a cotação de MOTV3 hoje?
A cotação de MOTV3 em 07/08/2026 é de R$ 14,49. O preço é atualizado conforme os dados mais recentes disponíveis da B3.
MOTV3 paga dividendos?
Nos últimos 12 meses, MOTV3 pagou dividendos e/ou JCP no meses de abril, dezembro, totalizando R$ 0,21 por ação (Dividend Yield de 1,44%). Os pagamentos dependem dos resultados e das decisões do conselho de administração.
Como comprar ações de MOTV3?
Para comprar ações de MOTV3 (Motiva), é necessário ter conta em uma corretora com acesso à B3. Após isso, basta buscar pelo código MOTV3 e enviar uma ordem de compra pela plataforma da corretora.
Como analisar as ações de MOTV3?
Para analisar MOTV3, considere indicadores como P/L de 7,52, Dividend Yield de 1,44%, ROE de 21,85%, margem líquida de 20,63%. A avaliação deve incluir comparação com empresas do mesmo setor e o histórico financeiro da empresa.
