Os números do segundo trimestre ganharam destaque com a WEG (WEGE3) reportando lucro de R$ 1,6 bi e EBITDA (lucro operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 2,2 bi no 2T26, enquanto a Vale (VALE3) informou produção de 84,3 Mt de minério de ferro no período e consultas à CVM relacionadas à assembleia geral extraordinária de 22 de julho, convocada para votar a saída de um conselheiro. A Embraer (EMBJ3) ampliou sua carteira comercial ao anunciar um acordo para vender até 45 jatos E195-E2, além de novos pedidos firmes de cinco E195-E2 pela Binter e três E190-E2 pela Luxair. No setor de energia, a Petrobras (PETR4) aprovou um diretor executivo interino de transição e registrou R$ 1,7 bi em nova subvenção ao diesel, enquanto a Eneva (ENEV3) comunicou um acordo de R$ 340 mi com a Vale.

O período também foi marcado por operações societárias, emissões e decisões de capital. A ISA Energia (ISAE4) aprovou oferta de R$ 1,2 bi em ações preferenciais, a Dasa (DASA3) concluiu emissão de R$ 700 mi em debêntures e a Azevedo & Travassos (AZEV3) finalizou uma operação de R$ 191,6 mi. A Simpar (SIMH3) anunciou a venda da CS Porto Aratu por R$ 1,8 bi, enquanto a Triunfo (TPIS3) divulgou acordo ligado à concessão da Concebra. No campo de governança e capital, a Light (LIGT3) aprovou aumento de capital de R$ 4,8 mi, comunicou a suspensão das negociações do título LIGT12 e teve o BTG Pactual atingindo 19% de participação, enquanto a Desktop (DESK3) aprovou aumento de capital de R$ 239 mil e a Mitre Realty (MTRE3) autorizou a recompra de até 6,3 mi de ações.

Entre mudanças de controle, participações relevantes e reorganizações, o mercado acompanhou a Dynamo alcançando 25% das ações preferenciais da Localiza (RENT4), o Goldman Sachs atingindo 5% da Movida (MOVI3) e reduzindo a exposição derivativa a 0,7% em Oncoclínicas (ONCO3), além da BlackRock passando a deter 10% da B3 (B3SA3) e o Fator Capital adquirindo 7% da Gafisa (GFSA3). A Brava Energia (BRAV3) aprovou parecer favorável à OPA, enquanto a Axia Energia (AXIA3) convocou assembleia para incorporar quatro subsidiárias. Na área de governança, a Raízen (RAIZ4) aprovou novo vice-presidente do conselho e também anunciou a venda da Usina Caarapó por R$ 760 mi, a Motiva (MOTV3) comunicou renúncias e novas indicações ao conselho, a Eternit (ETER3) iniciou processo de sucessão na diretoria industrial, a B3 (B3SA3) nomeou novo vice-presidente de tecnologia, a Cogna (COGN3) anunciou novo diretor estatutário e a Rumo (RAIL3) informou troca no comando de operações.

Dividendos e indicadores operacionais completaram a semana. Allos (ALOS3) aprovou dividendos de R$ 0,29 por ação, Jalles Machado (JALL3) definiu dividendos de R$ 0,008012492 por ação, a Unifique (FIQE3) aprovou juros sobre capital próprio (JCP, forma de remuneração que é contabilizada como despesa financeira) de R$ 0,0770 por ação e a CEB (CEBR3, CEBR5, CEBR6) autorizou dividendos de até R$ 1,10 por ação. A Automob (AMOB3) divulgou receita bruta de R$ 3,7 bi no 2T26, a Trisul (TRIS3) reportou vendas líquidas de R$ 465,2 mi no trimestre e a Energisa (ENGI11) registrou alta de 4% no consumo de energia em 2026. Também chamaram atenção o rating AAA (bra) atribuído pela Fitch ao Grupo Mateus (GMAT3), o resgate de US$ 400 mi em notes pela Iochpe-Maxion (MYPK3), o cancelamento de 21,5 mi de ações aprovado pela Marfrig (MBRF3), contratos e decisões regulatórias em companhias como EcoRodovias (ECOR3), Romi (ROMI3), Gafisa (GFSA3), Biomm (BIOM3) e as mudanças na divulgação mensal de receita anunciadas por Randon (RAPT4) e Fras-le (FRAS3).

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