O Magazine Luiza (MGLU3) informou em comunicado de quinta-feira, 3 de setembro de 2026, que são verdadeiras as informações sobre a parceria comercial firmada com o Mercado Livre, divulgadas pela imprensa. Na etapa inicial, o acordo prevê a disponibilização de aproximadamente 27 mil itens do ecossistema Magalu na plataforma do Mercado Livre, incluindo produtos comercializados pelo Magazine Luiza, KaBuM! e Época Cosméticos, com uso da estrutura logística da companhia.
Segundo o comunicado, a parceria é parte da estratégia comercial já divulgada pelo Magazine Luiza de ampliar canais de distribuição por meio da venda em plataformas de terceiros, que já vinha sendo implementada e constou das teleconferências de resultados do 4T25, 1T26 e 2T26. A empresa cita, como iniciativa semelhante, a parceria com a Amazon, anunciada em junho de 2026, pela qual produtos do ecossistema Magalu também passaram a ser vendidos em plataforma de terceiros.
A administração da companhia avaliou a natureza, características e potenciais efeitos do acordo com o Mercado Livre e concluiu que, isoladamente, a iniciativa não tem aptidão para influenciar de modo ponderável a cotação dos valores mobiliários da empresa, nem as decisões de investimento dos acionistas, motivo pelo qual não a considerou fato relevante nos termos da Resolução CVM nº 44/21. A empresa afirma que, no momento da celebração, não havia elementos que permitissem atribuir impacto econômico-financeiro material ou mensurável à parceria.
O Magazine Luiza declarou ainda que não dispõe de elementos para explicar a oscilação observada nas ações no pregão de 2 de setembro de 2026 e que não tem conhecimento de ato ou fato relevante pendente de divulgação que justificasse esse movimento. O Diretor de Relações com Investidores relatou ter consultado administradores, o acionista controlador e demais pessoas com acesso a informações relevantes, sem identificar informações relevantes não divulgadas que pudessem explicar a oscilação.
Diante da repercussão da notícia e da variação na cotação das ações, a administração informou ter reavaliado a materialidade da parceria com o Mercado Livre à luz da Resolução CVM nº 44/21 e manteve o entendimento de que a iniciativa, isoladamente, não configura fato relevante. A companhia reiterou o compromisso de acompanhar a evolução da parceria e de divulgar fato relevante caso surjam elementos que confiram impacto econômico-financeiro mensurável e apto a influenciar de modo ponderável a cotação de seus valores mobiliários ou a decisão dos investidores.







