Na segunda-feira, 31 de agosto de 2026, a Paranapanema (PMAM3) divulgou os resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26), com EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 68,9 milhões e receita líquida de R$ 169,2 milhões, crescimento de 19% em relação ao 2T25, refletindo maior volume de vendas na modalidade integral e mix de produtos mais favorável.
No período, o EBITDA ajustado, que exclui efeitos de LME e dólar no estoque, contingências e outros itens não recorrentes, foi positivo em R$ 93,2 milhões, avanço de 246% ante o 2T25. O lucro bruto ajustado somou R$ 30,0 milhões, e os custos fixos incluindo ociosidade caíram 20%, para R$ 66,4 milhões, em função da hibernação de unidades e adequação da estrutura de gastos.
Apesar da melhora operacional, a Companhia registrou prejuízo líquido de R$ 285,1 milhões no 2T26, impactado principalmente pela atualização dos juros sobre o endividamento, sem impacto imediato no caixa. O prejuízo líquido ajustado, após exclusão de encargos financeiros e outros efeitos não recorrentes, foi de R$ 63,8 milhões.
A dívida bruta da Paranapanema atingiu R$ 6,1 bilhões ao fim do 2T26, com dívida líquida de R$ 6,1 bilhões e 99% dos compromissos classificados no curto prazo, em razão de reclassificação de dívidas em renegociação desde o 4T22. O fluxo de caixa operacional foi negativo em R$ 14,9 milhões, influenciado pela maior aquisição de matéria-prima e pagamentos a fornecedores.
No âmbito da recuperação judicial, a Companhia destacou aumentos de capital via conversão de créditos em ações, redução de endividamento em R$ 85,0 milhões por meio do 9º processo de aumento de capital e conversão, a realização da 11ª emissão de debêntures conversíveis em ações e a celebração de aditivos para liquidação de dívidas, incluindo operação de R$ 849,7 milhões com o Fundo BS e proposta vinculante de investimento de US$ 40 milhões em debêntures pela HW Holding Ltd.







