A CM Hospitalar S.A., dona da marca Viveo (VVEO3), registrou prejuízo líquido ajustado de R$ 35,3 milhões no primeiro trimestre de 2026, ante prejuízo de R$ 20,9 milhões no 1T25. No mesmo período, a receita líquida somou R$ 2,83 bilhões, alta de 1,7% na comparação anual, e o resultado foi impactado principalmente pelo aumento das despesas financeiras.
O lucro bruto atingiu R$ 446,5 milhões no 1T26, crescimento de 16,2% em relação ao 1T25, com margem bruta de 15,8%, 2,0 pontos percentuais acima do ano anterior. Já o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado foi de R$ 208,1 milhões, avanço de 30,4% sobre o 1T25, com margem EBITDA ajustada de 7,4%, frente a 5,7% um ano antes.
O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 172,9 milhões no trimestre, piora de 70,5% em relação ao 1T25, influenciado pela ausência do ganho com recompra de debêntures registrado no período anterior e pelo maior nível da taxa Selic. A empresa informou ainda que o fluxo de caixa livre ficou positivo em R$ 45,5 milhões, revertendo consumo de R$ 52,2 milhões no 1T25, e que o ciclo de caixa encerrou o trimestre em 54 dias, abaixo dos 59 dias de um ano antes.
Em 31 de março de 2026, a Viveo apresentou dívida líquida de R$ 2,88 bilhões, praticamente estável em relação ao 1T25, e alavancagem de 3,88 vezes a relação dívida líquida/EBITDA ajustado, o menor nível desde o 3T24. O valor de mercado da companhia ao fim do trimestre foi de R$ 400,3 milhões, queda de 12,6% frente a dezembro de 2025, com volume financeiro médio diário de R$ 2,4 milhões na B3.
Como evento subsequente, a empresa informou que convocou assembleias gerais de debenturistas das 4ª, 5ª e 6ª emissões para 8 de junho de 2026, a fim de deliberar, entre outros assuntos, sobre alterações em termos e condições dessas debêntures, incluindo o cronograma de amortização e vencimento.








