O GPA (PCAR3) registrou prejuízo líquido de R$ 1,347 bi nas operações continuadas no primeiro trimestre de 2026, impactado por efeitos não recorrentes e sem impacto caixa de R$ 1,014 bi. No mesmo período, o prejuízo líquido das operações continuadas ajustado somou R$ 333 mi e o prejuízo líquido consolidado, incluindo operações descontinuadas, foi de R$ 1,437 bi.
A receita líquida do GPA no 1T26 foi de R$ 4,374 bi, queda de 8,2% em relação ao 1T25, enquanto a receita bruta atingiu R$ 4,829 bi, recuo de 5,2%. O lucro bruto somou R$ 1,332 bi, com margem de 30,4%, avanço de 2,9 pontos percentuais frente ao ano anterior. O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado consolidado foi de R$ 458 mi, alta de 12%, com margem EBITDA ajustado de 10,5%.
No trimestre, as vendas em mesmas lojas cresceram 0,6% e todas as bandeiras apresentaram avanço nesse indicador, enquanto o formato Aliados foi praticamente descontinuado. As despesas com vendas, gerais e administrativas totalizaram R$ 917 mi, redução de 3,5% ante o 1T25. No âmbito do Plano de Eficiência 2026, o capex foi de R$ 87 mi, queda de 55%, e a companhia capturou R$ 99 mi em eficiências, o que corresponde a 23,9% da meta anual de redução de despesas de R$ 415 mi.
O resultado financeiro líquido pós-IFRS 16 foi negativo em R$ 382 mi no 1T26. As outras receitas e despesas operacionais ficaram negativas em R$ 546 mi, influenciadas por baixa de softwares de R$ 348 mi, baixa de fundo de comércio e outros ativos de R$ 51 mi, impairment de lojas de R$ 27 mi e baixa de crédito no exterior de R$ 588 mi, entre outros efeitos.
Em relação à estrutura de capital, a dívida bruta financeira em 31 de março de 2026 era de R$ 4,173 bi e a dívida líquida, de R$ 3,230 bi. Considerando a carteira de recebíveis de cartão de crédito não antecipados, a dívida líquida alcançou R$ 3,201 bi, com alavancagem de 3,5 vezes o EBITDA ajustado consolidado pré-IFRS 16 dos últimos 12 meses, de R$ 899 mi. Com o plano de recuperação extrajudicial e a realocação dos créditos em novas debêntures, a companhia projeta reduzir o passivo pecuniário de R$ 4,568 bi para cerca de R$ 2,083 bi, o que levaria a dívida líquida pró-forma a R$ 822 mi e a alavancagem para 0,9 vez esse EBITDA.







